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quinta-feira, 26 março, 2026
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Brasil deve manter aposta em Bachelet para candidatura para a ONU

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O governo brasileiro deve manter o apoio à candidatura da chilena Michelle Bachelet para o comando da ONU, mesmo depois de o governo de seu país ter optado por retirar o apoio.

No começo da semana, Bachelet perdeu a chancela do governo em Santiago. Mas afirmou que mantém sua aposta, agora com o apoio de Brasil e México. Seu nome havia sido lançado pelos três países latino-americanos para o pleito que será definido em outubro. Mas a vitória da extrema direita no Chile levou o governo local a rever sua posição e a retirar o apoio para Bachelet.

A candidata já foi presidente do Chile em duas ocasiões e é uma das líderes de esquerda da América Latina. Em fevereiro, ela foi oficialmente lançada para ocupar o cargo máximo da ONU, numa iniciativa que envolveu os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Claudia Scheinbaum e Gabriel Boric.

Mas a chegada ao poder de José António Kast, cujo irmão foi ministro de Pinochet, mudou a história. O líder da extrema direita decidiu romper com a chapa por Bachelet.

A chilena tenta ser a primeira mulher a ocupar o cargo de secretária-geral da ONU e existia um compromisso informal de que, depois de 80 anos, a entidade teria candidatas apenas mulheres para a escolha no final de 2026.

Num comunicado, Bachelet afirmou que iria manter sua candidatura, apoiada pelo México e Brasil.

No governo brasileiro, a ideia é de que Bachelet é a candidata mais qualificada, principalmente diante do que é considerado por Brasília como a “maior crise” do multilateralismo. O tema, porém, ainda será debatido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a expectativa é de que o apoio seja mantido.





ICL Notícias

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