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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Bolsas recuam com tensão comercial entre EUA e Europa

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As bolsas europeias e os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta segunda-feira (19), em um pregão marcado por menor liquidez devido ao feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos. O movimento reflete o aumento das tensões comerciais após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar impor tarifas a países europeus que apoiaram a Groenlândia diante da proposta de anexação do território pelo governo estadunidense.

No fim de semana, Trump anunciou a possibilidade de tarifas de 10% a partir de fevereiro, com elevação para até 25% em junho caso não haja acordo envolvendo a compra da Groenlândia. A retórica elevou a aversão ao risco nos mercados internacionais.

No Brasil, o foco se divide entre a divulgação do Boletim Focus, com projeções estáveis para inflação e crescimento, e a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao UOL. No cenário externo, investidores também acompanham dados mais fracos da China, cujo PIB (Produto Interno Bruto) desacelerou no quarto trimestre, e a expectativa pelo Fórum Econômico Mundial de Davos, onde Trump deve discursar na quarta-feira (21).

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (16) em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos, refletindo o tom negativo de Wall Street e a pressão sobre as commodities metálicas. Ainda assim, o índice acumulou alta de 0,88% na semana.

O dólar à vista fechou praticamente estável, com leve avanço de 0,08%, a R$ 5,3726, acumulando ganho semanal de 0,13% frente ao real.

No cenário doméstico, o mercado repercutiu a alta de 0,70% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em novembro, acima das expectativas, reforçando sinais de atividade econômica mais forte.

Europa

As bolsas europeiais operam no campo negativo, com os investidores repercutindo a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas sobre diversos países europeus caso se oponham à sua proposta de compra da Groenlândia. As tarifas propostas teriam como alvo a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

STOXX 600: -0,86%
DAX (Alemanha): -1,02%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,12%
CAC 40 (França): -1,18%
FTSE MIB (Itália): -0,95%

Estados Unidos

Os índices futuros recuam em dia de baixa liquidez no mercado financeiro norte-americano, devido a feriado nos EUA. Os mercados também estarão de olho no Fórum Econômico Mundial, que começa esta semana em Davos, na Suíça. Donald Trump deve discursar no Fórum na quarta-feira.

Dow Jones Futuro: -0,63%
S&P 500 Futuro: -0,79%
Nasdaq Futuro: -1,13%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com baixa em sua maioria, com os investidores avaliando as ameaças de Trump em relação à Groenlândia. Os agentes também repercutem a divulgação do PIB da China, que superou ligeiramente as previsões, registrando um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior, embora as vendas no varejo decepcionantes em dezembro tenham evidenciado a fragilidade da demanda interna.

Shanghai SE (China), +0,29%
Nikkei (Japão): -0,65%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,05%
Nifty 50 (Índia): -0,40%
ASX 200 (Austrália): -0,33%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa, com o arrefecimento das tensões em relação ao Irã e com a aversão ao risco nos mercados em geral, em resposta à pressão do presidente Donald Trump para anexar a Groenlândia.

Petróleo WTI, -0,81%, a US$ 58,96 o barril
Petróleo Brent, -0,81%, a US$ 63,61 o barril

Agenda

Na Europa saem os dados da inflação final de dezembro, com previsão de alta de 2,0%.

Por aqui, no Brasil, na reta final da Consulta Pública nº 203/2025 do texto que visa aperfeiçoar o Programa Nacional de Produção Nacional para a Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), entidades associadas ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) defenderam a importação do produto, ao contrário da proposta do governo. “As entidades signatárias deste documento defendem a abertura já regulada da importação de biodiesel como medida alinhada aos compromissos internacionais do Brasil e à agenda do Combustível do Futuro, por reforçar previsibilidade, concorrência, eficiência e segurança de suprimento”, disseram em nota divulgada na sexta-feira (16).

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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