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terça-feira, 31 março, 2026
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Alívio geopolítico limita alta do petróleo, mas mercados ainda refletem aversão ao risco

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Os mercados globais operam sob sinais mistos nesta terça-feira (31), em meio a um possível alívio nas tensões no Oriente Médio. Os futuros de ações em Nova York avançam, enquanto o petróleo perdeu força após reportagem do Wall Street Journal indicar que o presidente Donald Trump considera encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo sem a reabertura total do Estreito de Ormuz.

A avaliação de autoridades estadunidenses é de que uma ofensiva para garantir a retomada da rota marítima prolongaria o conflito além do prazo estimado de quatro a seis semanas. A perspectiva de desescalada reduziu prêmios de risco, levando o petróleo WTI a operar próximo da estabilidade, ao redor de US$ 103 por barril, após ter se aproximado de US$ 107 mais cedo.

Apesar disso, o ambiente segue pressionado. Na Ásia, o índice MSCI Asia Pacific recua e caminha para o pior desempenho mensal desde 2008, com destaque para quedas no setor de semicondutores. No acumulado do mês, cerca de US$ 14 trilhões foram eliminados dos mercados acionários globais.

A possível saída dos EUA do conflito tende a aliviar gargalos na oferta de petróleo, especialmente com eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global da commodity. O movimento pode beneficiar grandes importadores asiáticos, como China e Índia, e mitigar riscos de desaceleração econômica global.

No radar macroeconômico, investidores acompanham dados do mercado de trabalho. No Brasil, a expectativa é de criação de cerca de 270 mil vagas formais em fevereiro, segundo o Caged. Nos Estados Unidos, o relatório Jolts deve apontar aproximadamente 6,9 milhões de vagas abertas, além da divulgação dos estoques de petróleo ao longo do dia.

No cenário doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, em São Paulo, de evento na área de educação ao lado do ministro Camilo Santana.

Brasil

O Ibovespa voltou a subir na segunda-feira (30) e encerrou o dia com alta de 0,53%, aos 182.514 pontos, recuperando parte do terreno perdido em meio às incertezas globais.

O movimento foi impulsionado por novas declarações da Casa Branca sobre possíveis avanços nas negociações com o Irã, o que trouxe um pouco de alívio aos investidores, mesmo com o conflito ainda longe de uma solução definitiva.

No Brasil, o dólar comercial subiu 0,12%, fechando a R$ 5,24, enquanto os juros futuros (DIs) recuaram ao longo da curva, indicando expectativa de desaceleração econômica.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, apesar da volatilidade nas negociações iniciais do dia. Apesar de operar em alta, o índice pan-europeu Stoxx 600 se encaminha para ser o pior mês de negociações europeias desde 2020.

STOXX 600: +0,61%
DAX (Alemanha): +0,64%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,66%
CAC 40 (França): +0,45%
FTSE MIB (Itália): +0,58%

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York sobem hoje, como reflexo da inversão de sinal nos preços do petróleo.

Dow Jones Futuro: +0,88%
S&P 500 Futuro: +0,83%
Nasdaq Futuro: +0,79%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda, refletindo a volatilidade dos mercados em meio às tensões no Oriente Médio.

Shanghai SE (China), -0,80%
Nikkei (Japão): -1,58%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,15%
Nifty 50 (Índia): -2,41%
ASX 200 (Austrália): +0,25%

Petróleo

Os preços do petróleo iniciaram as negociações em alta, mas viraram para queda por volta das 5h (horário de Brasília) e o contrato para o Brent passava a oscilar.

Petróleo WTI, -0,41%, a US$ 102,49 o barril
Petróleo Brent, +0,01%, a US$ 112,81 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados da confiança do consumidor de março e o relatório de emprego Jolts de fevereiro.

Na zona do euro, será divulgada a inflação preliminar de março, com expectativa de alta de 2,6%.

Por aqui, no Brasil, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou na segunda-feira (30) que o governo não tem intenção nem discute alterar a meta de superávit primário para 2027. Segundo ela, o governo avalia que a arrecadação deve crescer mesmo sem aumento de impostos, diante do cenário de guerra no Oriente Médio. “Até agora, não há nenhum indicativo, nenhum momento de se questionar, nós não estamos discutindo esse assunto e dificilmente iremos discutir”, afirmou durante o lançamento do painel de precatórios da Pasta, em Brasília.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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