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domingo, 8 novembro, 2026
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Pós eleição, governo Lula vê espaço para ‘normalização’ de relação com Trump

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O governo brasileiro ainda aguarda para entender impacto da derrota eleitoral de Donald Trump para sua política externa na região. Mas a esperança no círculo mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que possa existir um espaço para uma normalização das relações bilaterais entre Brasil e EUA.

Entre amanhã e terça-feira, o chanceler Mauro Vieira pode se reunir com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O encontro, que foi apontado como uma possibilidade há poucos dias durante uma reunião do G20 nos EUA, ainda não está confirmado. Mas, caso as agendas coincidam, ele ocorreria em Paris, às margens do G7.

O Brasil busca a normalização da relação e quer adotar um tom de pragmatismo. A avaliação do governo Lula é que a motivação para o assédio contra o Brasil vinha da possibilidade de influenciar o resultado da eleição no país. Com o voto superado e a vitória de Lula, a esperança é de que haja uma acomodação a partir de agora.

Primeiro teste: vistos e embaixadores

O primeiro teste para essa normalização seria a retomada do fluxo de funcionários, embaixadores e ministros de ambos os países. A previsão é de que, no eventual encontro desta semana, um primeiro gesto seja a avaliação da aprovação do embaixador dos EUA no Brasil, Daniel Perez.

Sua ida para Brasília havia sido congelada pelo Palácio do Planalto, que indicou que nenhum novo embaixador teria autorização durante o processo eleitoral.

Com as urnas superadas, o tema voltou a ser analisado. Mas o governo brasileiro insiste que precisa haver um fim da “Guerra Fria de vistos”.

Ou seja: o governo dos EUA precisa encerrar as sanções contra a embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, e garantir a retomada de vistos para ministros e autoridades nacionais. A meta do Brasil é a de retomar o acesso desimpedido de funcionários e ministros.

Mas, para que haja essa normalização e a autorização do fluxo de embaixadores, o Brasil também espera que Donald Trump deixe de questionar os resultados da eleição de Lula. Para Brasília, isso cria “ruído” no esforço de normalização.

O Brasil não espera que Trump faça uma retratação.Mas apenas que deixe de falar do assunto. Se isso ocorrer, o caminho está colocado para uma normalização.

Para membros do governo Lula, há uma contradição. A Casa Branca não reconheceu por enquanto a vitória do petista. Mas, ao mesmo tempo, pede a autorização para ida de seu embaixador para o governo Lula.

Acordo comercial

Outro passo na direção da normalização seria a retomada do acordo comercial com os EUA e uma redefinição de tarifas. O Brasil aguarda um rascunho de um pacto e a esperança é de que Trump suavize suas barreiras, diante do impacto que elas tiveram para o custo de vida dos americanos.

O Brasil, porém, não aceitará qualquer acordo e vai insistir que precisa de um entendimento equilibrado. Para a diplomacia brasileira, se não houver espaço para uma negociação, não se descarta esperar dois anos até um eventual novo governo americano.





ICL Notícias

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