A mãe da adolescente que sofreu um estupro coletivo em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, revelou que os pais de dois suspeitos foram até o hospital para tentar um acordo enquanto a jovem passava por exames e recebia medicação. Segundo a denúncia, a vítima foi abusada por pelo menos quatro adolescentes em sua própria casa, durante um churrasco com oito jovens. Ela acredita que sua bebida tenha sido “batizada”.
De acordo com o relato da mãe, os pais dos envolvidos tentaram coagir a família na porta do hospital, propondo uma conversa para “resolver o problema”. Diante da situação, a equipe médica da unidade se revoltou, acionou o Ligue 180 e registrou o boletim de ocorrência.
“Eles ficaram na porta, dois dos pais dos adolescentes abusadores. Ficaram na porta nos coagindo, querendo conversar para resolver o problema como se uma conversa, um pedido de desculpa fosse resolver. As médicas que ficaram revoltadas e elas acionaram o 180 e registraram boletim de ocorrência”, contou a mãe ao G1.
Ela conta ainda que um dos jovens, que é considerado melhor amigo da vítima, através de mensagens, tentou persuadir a jovem na tentativa de evitar que ela contasse o ocorrido. A polícia já está em posse das mensagens e incluiu a conversa nos autos da investigação.
Confira:

“Eu quero ir até as últimas consequências. Eu quero que eles paguem. Por mais que sejam menores de idade, precisam pagar. Se com essa idade eles fizeram isso, com a melhor amiga, quem garante que não vão fazer de novo?!”, reforçou a mãe da adolescente.
Nesta quinta-feira (18) os adolescentes suspeitos de envolvimento no estupro começaram a ser ouvidos pela Polícia Civil.
Em nota, o órgão informou que abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do caso. A corporação destacou que, em razão da natureza da ocorrência e do fato de os envolvidos serem menores de idade, os detalhes da apuração são mantidos em sigilo.
Por serem adolescentes, os suspeitos estão sujeitos às normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso o envolvimento seja confirmado, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com aplicação de medidas socioeducativas previstas na legislação.



