O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava o vereador Ronaldo Limão (PRD), presidente da Câmara Municipal de Presidente Figueiredo, por suspeitas relacionadas a uma adolescente de 16 anos.
A investigação teve origem em um Boletim de Ocorrência registrado em novembro de 2025, após uma denúncia anônima apontar que o parlamentar manteria um relacionamento com a adolescente e que ela estaria grávida.
Após análise dos autos, o Ministério Público concluiu que não foram encontrados elementos suficientes para comprovar a materialidade dos fatos investigados. Segundo o órgão, não houve apresentação de laudos, documentos ou registros que sustentassem as acusações.
Durante o procedimento, a adolescente prestou depoimento e negou os fatos investigados. O vereador também negou qualquer irregularidade perante a autoridade policial.
Diante da ausência de provas consideradas suficientes para o prosseguimento da ação, o MPAM determinou o arquivamento do inquérito por falta de justa causa. O órgão ressaltou, porém, que o caso poderá ser reaberto caso surjam novos elementos ou provas que justifiquem a retomada das investigações.
O arquivamento ocorre em meio à divulgação de materiais publicados por veículos de comunicação e redes sociais que apresentam alegações envolvendo uma suposta gravidez da adolescente, pagamento para interrupção da gestação e possíveis tentativas de silenciamento. Até o momento, essas informações não integram oficialmente o inquérito arquivado.
Segundo o Ministério Público, eventuais novas evidências deverão ser formalmente apresentadas às autoridades para análise e eventual reabertura das investigações.
A defesa do vereador Ronaldo Limão não se pronunciou publicamente sobre os materiais divulgados após a decisão de arquivamento.


