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sexta-feira, 13 março, 2026
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Líder do PSD no RJ pede audiência com Moraes após vereador carioca ser preso

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Por Tempo Real RJ

Presidente do diretório estadual do PSD no Rio, o deputado federal Pedro Paulo pediu, em caráter de urgência, uma audiência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD). A sigla também vai entrar com um pedido de investigação na Polícia Federal sobre a acusação da Polícia Civil.

O parlamentar também confirmou que o partido acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para contestar a forma como a prisão aconteceu. Representantes da sigla acusam o governo estadual de usar a ação policial para perseguição política.

“É uma máfia que está instrumentalizando a polícia para prender adversários. Não há qualquer prova contra ele, a não ser o fato de ser morador de comunidade e uma conversa de um terceiro com um quarto citando o nome de Salvino, que não tem sequer resposta. Vamos até as últimas consequências para cobrar responsabilidades por essa prisão”, disse Pedro Paulo.

Pedro Paulo comparou prisão de Salvino ao caso do ex-juiz da Lava Jato

O parlamentar disse que a reunião com Moraes vai contar com a presença do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

As acusações da Polícia, contestadas pelo PSD, afirmam que Salvino ofereceu o controle de quiosques comerciais na Gardênia Azul para criminosos. Os quiosques já foram citadas no inquérito do ex-deputado TH Joias na PF, que se relaciona com a ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas” — da qual Moraes é relator..

Pedro Paulo comparou o caso da prisão de irregularidades envolvendo o ex-juiz Marcelo Bretas, que foi responsável pelas investigações da Operação Lava Jato no Rio. O ex-magistrado foi acusado de ceder informações sigilosas para prejudicar o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), na campanha para o governo estadual em 2018 e, assim, favorecer a campanha de Wilson Witzel.

“Estamos vivendo algo parecido com o que o ex-juiz Marcelo Bretas fez – e terminou afastado pelo Conselho Nacional de Justiça”, disse o deputado.

Prefeito do Rio também denunciou ‘uso político’ de ação da Polícia

Salvino foi preso por acusações de negociar com o traficante “Doca”, um dos líderes do Comando Vermelho, para conseguir autorização do tráfico para realizar campanha eleitoral em uma comunidade dominada pela facção. Segundo a investigação, o político teria oferecido, em troca, que o controle dos quiosques.

O governador Cláudio Castro (PL) reagiu à prisão em postagem chamando Salvino de “o braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio”. Paes rebateu acusando o governador de “uso político” das forças policiais.

“O que não dá para aceitar é o que venho denunciando há muito tempo: o uso político das forças policiais comandadas pelo governador Cláudio Castro. E muito menos a infiltração do crime organizado na política, um dos problemas centrais da grave crise de segurança pública que vivemos no Estado do Rio”, afirmou.

Com informações da rádio “CBN”.





ICL Notícias

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