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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Haddad classifica fraude no Banco Master como gravíssima e cobra recuperação de recursos

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que as irregularidades envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, configuram um episódio de extrema gravidade. Segundo o ministro, é fundamental que os valores desviados sejam localizados e recuperados.

De acordo com Haddad, o Ministério da Fazenda só tomou conhecimento da real dimensão do problema no ano passado, após a posse de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central. Para o ministro, a situação alcançou proporções alarmantes.

“Fico perplexo com o tamanho que o problema atingiu, uma proporção absurda. Espero que as investigações levem aos responsáveis. Está sendo visto como a maior fraude bancária da história do Brasil. Alguém tem que tomar a providência de recuperar esse dinheiro, de rastrear, e colocar em pratos limpos o que aconteceu. É muito grave”, afirmou o ministro Haddad, em entrevista à Band News.

BC herdou crise já instalada, diz Haddad

Haddad avaliou que Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o Banco Central a partir de janeiro de 2025, assumiu o cargo em meio a uma crise já em andamento.

Segundo ele, o novo presidente da autoridade monetária “herdou um problema enorme” e adotou as medidas cabíveis desde o início da gestão.

“Galípolo tomou as medidas necessárias, inclusive com envolvimento do Ministério Público e Polícia Federal quando era o caso. Em crime, o BC não atua. Ele é o supervisor das instituições financeiras”, afirmou.

Colapso financeiro e rombo bilionário

O Banco Master foi liquidado em novembro, após o Banco Central identificar uma grave crise de liquidez. A instituição não possuía recursos suficientes para honrar compromissos com clientes e investidores.

Em depoimento, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, revelou que o banco mantinha apenas R$ 4 milhões em caixa no momento da liquidação — um valor considerado totalmente incompatível com o porte da instituição.

As investigações apontam ainda que o BRB adquiriu cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de baixa qualidade, que não pertenciam ao Master e não apresentavam garantias financeiras adequadas. Segundo o Banco Central, o BRB poderá precisar de mais de R$ 5 bilhões para cobrir o prejuízo gerado por essas operações.



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