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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Trump amplia tarifaço; confira os países mais e menos afetados

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (31) uma nova ordem executiva que modifica e amplia as tarifas comerciais impostas a dezenas de países. As novas alíquotas variam entre 10% e 50% e passam a valer a partir de 7 de agosto.

Segundo a Casa Branca, a medida visa conter práticas comerciais consideradas desleais e proteger os interesses econômicos americanos.

O Brasil aparece como o país mais penalizado, com uma tarifa de 50%, mesmo após a divulgação de uma longa lista de exceções. A Síria, Laos e Mianmar também figuram entre os mais afetados. Já Reino Unido e Ilhas Malvinas receberam a menor alíquota: 10%.

Confira as taxas mais altas por país:

  • Brasil — 50%
  • Síria — 41%
  • Laos — 40%
  • Mianmar (Birmânia) — 40%
  • Suíça — 39%
  • Iraque — 35%
  • Sérvia — 35%
  • Canadá — 35% (anteriormente 25%)
  • África do Sul — 30%
  • Argélia — 30%
  • Bósnia e Herzegovina — 30%
  • Líbia — 30%
  • Índia — 25%
  • Brunei — 25%
  • Cazaquistão — 25%
  • Moldávia — 25%
  • Tunísia — 25%
  • Bangladesh — 20%
  • Sri Lanka — 20%
  • Taiwan — 20%
  • Vietnã — 20%
  • Camboja — 19%
  • Indonésia — 19%
  • Malásia — 19%
  • Nicarágua — 18%
  • Paquistão — 19%
  • Afeganistão — 15%
  • Angola — 15%
  • Bolívia — 15%
  • Botsuana — 15%
  • Camarões — 15%
  • Chade — 15%
  • Costa Rica — 15%
  • Costa do Marfim — 15%
  • República Democrática do Congo — 15%
  • Equador — 15%
  • Guiné Equatorial — 15%
  • União Europeia — 15%
  • Fiji — 15%
  • Gana — 15%
  • Guiana — 15%
  • Islândia — 15%
  • Israel — 15%
  • Japão — 15%
  • Jordânia — 15%
  • Lesoto — 15%
  • Liechtenstein — 15%
  • Madagáscar — 15%
  • Malawi — 15%
  • Maurício — 15%
  • Moçambique — 15%
  • Namíbia — 15%
  • Nauru — 15%
  • Nova Zelândia — 15%
  • Nigéria — 15%
  • Macedônia do Norte — 15%
  • Noruega — 15%
  • Papua Nova Guiné — 15%
  • Coreia do Sul — 15%
  • Trinidad e Tobago — 15%
  • Turquia — 15%
  • Uganda — 15%
  • Vanuatu — 15%
  • Venezuela — 15%
  • Zâmbia — 15%
  • Zimbábue — 15%
  • Reino Unido — 10%
  • Ilhas Malvinas — 10%

Canadá na mira de Trump

Entre os países que já haviam sido tarifados anteriormente, o Canadá teve sua alíquota aumentada de 25% para 35%. A Casa Branca justificou o aumento como resposta à “inação e retaliação” do governo canadense.

Apesar de um contato feito pelo primeiro-ministro Mark Carney, Trump afirmou que “não conversou com o Canadá” e sinalizou dificuldades nas negociações, citando divergências políticas, como o reconhecimento canadense ao Estado Palestino.

Cartas e ameaças

A nova rodada de tarifas é uma extensão da ofensiva iniciada em julho, quando o governo Trump enviou 25 cartas a parceiros comerciais, anunciando possíveis alíquotas entre 20% e 50%, caso não fosse firmado um acordo bilateral até 1º de agosto. O Brasil, mesmo com diálogo aberto, acabou recebendo a tarifa mais alta.

Brasil: tarifa alta com exceções

Embora penalizado com a maior taxa, o Brasil teve quase 700 produtos isentos da nova alíquota, conforme decreto publicado no dia 30. Itens estratégicos dos setores aeronáutico, de energia e do agronegócio foram poupados. No entanto, produtos como café, carne bovina e frutas devem sentir os efeitos econômicos mais severos.

Com os EUA sendo o segundo principal destino das exportações brasileiras, a medida tem potencial para impactar negativamente a balança comercial e a renda de exportadores nacionais.



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