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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Vereadores e sindicato cobram justiça um mês após assassinato de gari em BH

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Mais de um mês após o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, a cobrança por justiça segue ecoando em Belo Horizonte. Representantes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana (Sindeac), vereadores e familiares reforçam que a morte do trabalhador não pode cair no esquecimento.

Em manifestação realizada no dia 11 de setembro, o Sindeac exibiu cartazes com frases como: “Vida de gari importa” e “Somos garis, não somos lixo”. Justiça por Laudemir”. A entidade exige julgamento célere e punição exemplar do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, réu confesso.

A vereadora Juhlia Santos (Psol) afirmou em suas redes que o crime revela a junção entre racismo estrutural e precarização do trabalho.

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“A morte de Laudemir escancara que vidas negras, mesmo em serviço essencial, continuam sendo tratadas como descartáveis. Nosso luto é revolta. Queremos justiça por Laudemir e por todos os trabalhadores que têm sua dignidade negada todos os dias”.

O vereador Bruno Pedralva (PT) também se manifestou.

“Estive com seus colegas de trabalho e com sua família em manifestações para exigir que o assassino confesso seja punido. Justiça por Laudemir. Respeito para os garis”. 

Justiça bloqueia bens de réu confesso

Na última semana, a Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de até R$ 1,2 milhão em contas e aplicações financeiras de Renê e de sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. A decisão atende a pedido da filha de Laudemir, de 15 anos, que solicita indenização, pensão e custeio de terapia. A viúva, Liliane França da Silva, também move ação por danos morais contra o casal.

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O crime ocorreu em 11 de agosto, quando Renê atirou contra Laudemir após discutir no trânsito e exigir passagem para seu carro elétrico. Testemunhas afirmam que havia espaço na via, mas o empresário disparou usando a arma da esposa, indiciada por prevaricação.

Pai de família, descrito como alegre e comprometido, Laudemir atuava há quase oito anos em empresa terceirizada de limpeza urbana. Amigos e familiares lembram sua dedicação e afirmam que sua ausência deixa um vazio irreparável.

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Fonte: Brasil de Fato

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