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sexta-feira, 10 abril, 2026
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Veja os alimentos que mais puxaram a alta da inflação

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Os preços dos alimentos ganharam ritmo em março e se tornaram um dos principais vetores da inflação no período. A alta passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte, contribuindo de forma relevante para o avanço de 0,88% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10).

A alimentação no domicílio foi o principal destaque dentro do grupo, com aumento de 1,94%, bem acima do resultado de fevereiro (0,23%). O movimento reflete a pressão de itens de consumo cotidiano, especialmente hortaliças e proteínas.

Entre os principais aumentos estão tomate, cebola e batata, além de leite e carnes, produtos com forte peso no orçamento das famílias e, portanto, maior impacto sobre o índice geral.

Os itens que registraram as maiores altas são:

  • Tomate: 20,3%
  • Cebola: 17,2%
  • Batata-inglesa: 12,0%
  • Leite longa vida: 11,7%
  • Feijão-carioca (rajado): 15,4%
  • Batata-doce: 13,4%
  • Cenoura: 28,0%
  • Abobrinha: 23,5%
  • Açaí (emulsão): 12,5%
  • Pimentão: 8,0%

Quedas pontuais aliviam parte da pressão

Apesar do avanço generalizado, alguns alimentos registraram recuo de preços em março. Entre eles, destacam-se frutas e itens básicos do consumo doméstico, como a maçã e o café moído.

Entre os produtos com as maiores quedas nos preços estão:

  • Abacate: -13,2%
  • Laranja-baía: -8,0%
  • Maçã: -5,8%
  • Laranja-lima: -3,9%
  • Peixe-palombeta: -3,8%
  • Limão: -3,6%
  • Banana-maçã: -3,4%
  • Mandioca (aipim): -3,2%
  • Inhame: -3,2%
  • Açúcar refinado: -2,9%

Recentemente, o presidente Lula (PT) demonstrou preocupação com o impacto do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã nos preços dos alimentos, ocasionado especialmente pela alta no preço internacional do petróleo, que encareça o frete e os combustíveis no país.

O custo de alimentos e bebidas, que vinha caindo desde o segundo semestre de 2025, fechou o ano com alta de 2,95% – uma desaceleração considerável na comparação com 2024, quando o aumento foi de 7,69%.

Transportes voltam a pressionar inflação

O grupo Transportes também acelerou em março, passando de 0,74% para 1,64%, impulsionado principalmente pelos combustíveis. O avanço de 4,47% no conjunto desses itens teve impacto direto no resultado do mês.

A gasolina foi o principal destaque, com alta de 4,59% após queda no mês anterior, sendo o item de maior influência individual no IPCA, com impacto estimado em 0,23 ponto percentual.

O diesel também registrou forte aumento, enquanto o etanol avançou de forma mais moderada. Já o gás veicular apresentou recuo.

  • Gasolina: 4,59%
  • Óleo diesel: 13,90%
  • Etanol: 0,93%
  • Gás veicular: -0,98%

Passagens aéreas seguem em alta

Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram subindo, embora em ritmo menor, passando de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março.

As tarifas de ônibus urbano avançaram 1,17%, influenciadas por reajustes locais e mudanças em políticas de gratuidade em algumas cidades.

Outros serviços apresentaram variações mais contidas: táxi (0,26%), metrô (0,67%) e ônibus intermunicipal (0,22%).





ICL Notícias

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