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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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UE leva acordo com o Mercosul a votação

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A Comissão Europeia apresenta nesta quarta-feira (3) o texto final do acordo de livre comércio com o Mercosul, 25 anos após o início das negociações. A proposta, que cria um mercado de 750 milhões de consumidores e prevê ampla redução tarifária entre os dois blocos, será submetida à votação no Conselho de Ministros da UE.

A etapa inicial envolve apenas a parte comercial do tratado — temas sensíveis como direitos humanos, meio ambiente e regulação digital serão analisados separadamente pelos parlamentos nacionais.

A Alemanha e a Espanha lideram o apoio ao acordo UE-Mercosul, visto como uma forma de compensar o impacto das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, e de reduzir a dependência europeia da China em setores estratégicos, como o de minerais críticos.

Por outro lado, a França, maior produtor agrícola da Europa, classifica o tratado como “inaceitável” e conta com o apoio de países como Irlanda e Áustria. A Itália, antes alinhada à oposição, dá sinais de recuo.

Acordo UE-Mercosul e o agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro é um dos focos da resistência europeia. Produtores e ambientalistas temem que a entrada de commodities sul-americanas, como carne bovina, comprometa os padrões de sustentabilidade e segurança alimentar da UE.

Para contornar esse impasse, a Comissão Europeia discute salvaguardas específicas, como cotas com tarifas progressivas, que limitem os volumes exportados sem prejudicar os produtores locais.

A aprovação no Conselho exige maioria qualificada — 15 dos 27 países que representem pelo menos 65% da população do bloco — e, depois, votação simples no Parlamento Europeu.

Mesmo com o apoio dos principais partidos pró-UE, há risco de rejeição por uma aliança entre verdes, populistas e extrema-direita, unificados pela defesa do setor agrícola e pela agenda ambiental.

Brasil na defesa do pacto

À frente da presidência do Mercosul até dezembro deste ano, o presidente Lula (PT) é um dos principais defensores do acordo. Ele sempre frisou que uma de suas metas à frente do bloco é concluir as tratativas do acordo de livre comércio com a União Europeia.

“Estamos confiantes de que conseguiremos assinar o acordo com a União Europeia ainda este ano”, disse Lula em julho passado.

O presidente brasileiro destacou também o foco do bloco em diversificar relações comerciais e reforçou a importância de uma aproximação com países da Ásia, como China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Vietnã e Indonésia, apontando a região como o novo centro dinâmico da economia mundial.



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