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Por Laura Kotscho
As hashtags #DefendaOPix, #Bolsotaxa,“BolsoTrump contra o Pix” e “O Pix é do Brasil” dominaram as redes sociais e alcancaram os trending topics do X (antigo Twitter) nesta quarta-feira (16). Isso aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma investigação sobre práticas comerciais envolvendo o sistema de pagamentos brasileiro. A decisão foi interpretada por usuários das redes como uma ofensiva direta ao Pix – e à soberania nacional.
A medida anunciada por Trump integra um pacote de apurações sobre possíveis “práticas desleais de concorrência” por parte do Brasil e tem como alvo, entre outras empresas e setores, a 25 de Março, o tradicional centro comercial popular em São Paulo.
O governo norte-americano alegou preocupação com produtos vendidos a preços “abaixo do mercado”, mas o estopim da revolta online foi mesmo a citação explícita ao Pix como um fator que estaria contribuindo para supostos prejuízos a empresas norte-americanas de cartões de crédito.
Menções contra a ameaça de Donald Trump ao Pix dominaram as redes sociais/ Foto: Reprodução/X
A repercussão foi imediata nas redes sociais. Em poucas horas, memes ironizando a suposta ameaça ao sistema de pagamentos, criado pelo Banco Central, se espalharam com força.
Análise das redes: bolsonarismo ausente
De acordo com levantamento do analista de redes Pedro Barciela, o debate foi amplamente dominado por perfis críticos a Trump e Bolsonaro. Atores antibolsonaristas concentraram 64% das interações, enquanto o grupo bolsonarista se omitiu e representou apenas 1% — menos do que os perfis não polarizados, que somaram 18% das interações.
Já perfis da imprensa responderam por 17% das menções. No total, foram 368 mil citações ao tema.
“As ausências no debate sobre o pix são tão importantes quanto as presenças”, afirma Pedro Barciela.
Entre os principais focos das postagens estão:
- Defesa da soberania e orgulho nacional via Pix (30%)
- Acusações de lobby pró-empresas americanas (25%)
- Ligações entre Trump, Bolsonaro e ofensiva política contra o Brasil (20%)
- Críticas ao duplo padrão do “livre mercado” (15%)
“O imperativo das conversações está muito mais no caráter estapafúrdio das denúncias do que em uma percepção real de ameaça ao sistema de pagamentos”, resume o analista.
A análise dos comentários nas redes a partir de conteúdos publicados pela imprensa também mostra como o debate transbordou a esfera econômica.
Segundo Barciela, apenas 28% dos comentários tratam o episódio como uma tentativa de proteger operadoras de cartão; enquanto 24% defendem a soberania nacional; 20% debatem a autoria e o papel do Banco Central na criação do Pix; 16% conectam o caso à geopolítica e à política interna e 12% adotam o tom de sátira e ironia que dominou as redes.
Memes invadem as redes
Para além dos memes comuns, internautas brasileiros invadiram as redes sociais de Donald Trump com o “vampetaço”. O movimento consiste em publicar repetidas vezes uma foto do ex-jogador Vampeta nu, publicada na revista “G Magazine”, em 1999.
Foto: Reprodução/ X
Confira abaixo outros memes que viralizaram nas redes sociais:






O governo brasileiro resolveu surfar na onda e publicou em seus perfis oficiais a frase: “O Pix é nosso, my friend!”.
Conta do Governo Federal adere aos memes em defesa do Pix nas redes sociais / Foto: Reprodução



