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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter concordado com o plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o fim das hostilidades na Faixa de Gaza, consideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU), genocídio. Os dois líderes fizeram as declarações nesta segunda-feira (29) durante coletiva de imprensa em Washington.
“Apoio seu plano para acabar com a guerra em Gaza”, diz Netanyahu. A proposta de Trump inclui transformar o território palestino em uma “zona desradicalizada e livre de terrorismo, que não represente uma ameaça aos seus vizinhos” e afirma que “Gaza será reconstruída em benefício do povo de Gaza, que já sofreu mais do que o suficiente”.
“Se ambos os lados concordarem com esta proposta, a guerra terminará imediatamente. As forças israelenses se retirarão para a linha acordada para se prepararem para a libertação dos prisioneiros”, afirma o plano.
A proposta também diz que: “ninguém será forçado a deixar Gaza, e aqueles que desejarem sair serão livres para fazê-lo e para retornar. Incentivaremos as pessoas a ficarem e ofereceremos a elas a oportunidade de construir uma Gaza melhor”, acrescentou a Casa Branca no comunicado.
Trump reafirmou sua oposição à criação do Estado palestino, alegando que os países que o reconheceram na ONU, especialmente na última semana, o fizeram por “estarem cansados”.
Ele condiciona a implementação do Estado palestino à aceitação do Hamas, conforme o acordo. O documento prevê que, mesmo que o Hamas “adie ou rejeite” a proposta, partes do plano podem ser implementadas em áreas controladas pelas Forças de Defesa Israelenses (IDF) por uma “Força Internacional de Estabilização”.
Os principais pontos do plano incluem:
- Gaza será governada por um governo tecnocrata temporário e Israel não anexará a Faixa. O plano de Trump prevê a criação de um novo órgão internacional de supervisão para a Faixa de Gaza, denominado “Conselho de Paz”.
- Ninguém será forçado a deixar Gaza. A Faixa será reconstruída. As partes concordarão com um cronograma para a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza.
- Se o plano for aceito por ambos os lados, a guerra terminará imediatamente, com todos os prisioneiros, vivos e mortos, devolvidos em até 72 horas.
- Israel libertará 250 prisioneiros condenados à prisão perpétua e 1.700 palestinos de Gaza que foram detidos após 7 de outubro de 2023.
- Durante esse período, todas as operações militares serão suspensas em preparação para uma retirada completa e gradual das tropas israelenses.
- O desarmamento imediato do Hamas e a destruição de todas as capacidades militares de Gaza, incluindo todos os túneis. Membros do Hamas que se comprometerem com a paz receberão anistia e receberão passagem segura para os países.
- Forças regionais e internacionais fornecerão segurança e treinarão a polícia palestina. A ajuda humanitária fluirá para Gaza nos níveis acordados. Os países árabes e islâmicos serão responsáveis por lidar com o Hamas e, caso fracassem, Israel receberá total apoio e o direito de “terminar o trabalho”.
- Os EUA facilitarão o diálogo entre palestinos e israelenses para a coexistência.
Na coletiva de imprensa, Netanyahu disse que a Autoridade Palestina “não tem nenhum papel em Gaza sem mudanças radicais”. Ele disse também que Israel “manterá sua responsabilidade sobre a segurança’ em Gaza após a guerra”. A Casa Branca disse que o premiê de Israel também se desculpou ao Catar por atacar o país no início do mês.
Netanyahu também afirmou que, se o Hamas rejeitar a proposta, ou aceitá-la e depois recuar, “Israel terminará o trabalho sozinho”.
“Isso pode ser feito da maneira mais fácil ou da maneira mais difícil. Mas será feito”, disse ele. “Preferimos o caminho mais fácil, mas tem que ser feito.”
Economia sofre com péssima imagem de Israel
O Banco de Israel manteve as taxas de juros de curto prazo inalteradas, citando a expansão israelense em Gaza, juntamente com a inflação persistente, e alertando para o efeito do crescente isolamento global do país. Em entrevista coletiva após a decisão, o governador do Banco de Israel, Amir Yaron, alertou que a deterioração da reputação de Israel em Gaza poderia prejudicar o comércio, o investimento estrangeiro e a economia como um todo.
“Israel depende, em grande medida, de sua participação na economia global”, disse Yaron. “Portanto, Israel deve fazer tudo o que puder para fortalecer sua posição internacional e, assim, garantir a abertura da economia.”
Yaron alertou que a continuação do conflito levaria a novas restrições de oferta e prejudicaria a recuperação.
“Como resultado direto, o crescimento seria menor, o déficit orçamentário se expandiria e as trajetórias da inflação e da taxa de juros seriam mais altas”, disse ele.
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Fonte: Brasil de Fato



