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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Trump diz ter sucessor de Jerome Powell, presidente do Fed, ‘na cabeça’

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (21) que está na fase final do processo de escolha do próximo presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, e sinalizou já ter um nome preferido para substituir Jerome Powell. Em entrevista à CNBC durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, Trump disse que a lista, que chegou a reunir até 11 candidatos desde setembro, foi drasticamente reduzida.

“Diria que estamos em três, mas estamos em dois. E provavelmente posso dizer que estamos, na minha cabeça, talvez em um”, afirmou, sem revelar o escolhido.

Entre os nomes mais cotados estão o ex-diretor do Fed Kevin Warsh, o atual diretor Christopher Waller, o chefe do Conselho Econômico Nacional (NEC), Kevin Hassett, e Rick Rieder, responsável pela área de renda fixa da BlackRock.

Trump elogiou Rieder, o último a ser entrevistado, chamando-o de “impressionante”, mas indicou recentemente que prefere manter Hassett no comando do NEC, o que reduz suas chances na disputa.

Transição ocorre em meio a embate com Powell

A definição do sucessor acontece após um período de turbulência sem precedentes na relação entre a Casa Branca e o Fed. Embora Trump critique Jerome Powell desde seu primeiro mandato, os ataques se intensificaram em 2025, com ofensivas públicas contra a condução da política monetária, pressões explícitas por cortes de juros e ameaças de demissão do atual chairman.

O conflito ganhou contornos institucionais mais graves com a tentativa do governo de afastar a diretora do Fed Lisa Cook, episódio que passou a ser visto como o maior teste recente à independência do banco central estadunidense.

lisa cook

Na quarta-feira, juízes conservadores e liberais da Suprema Corte dos Estados Unidos demonstraram ceticismo em relação à tentativa de Trump de demitir Cook. Durante cerca de duas horas de argumentação, os magistrados indicaram ser improvável autorizar o pedido do governo para suspender uma decisão judicial que impede a demissão imediata da diretora enquanto o processo segue em análise.

Os juízes questionaram o procurador-geral D. John Sauer, que representa o governo, sobre a ausência de uma oportunidade formal para Cook responder às acusações de fraude hipotecária —  a qual ela nega — usadas como base para a tentativa de afastamento. Também foram levantadas preocupações sobre os impactos econômicos e institucionais de uma demissão presidencial inédita no Fed.

Acusações, defesa e ceticismo do tribunal

Sauer argumentou que as alegações contra Cook dizem respeito à sua “conduta, aptidão e competência” para o cargo, classificando o episódio como “engano ou negligência grave”. Segundo ele, “o povo norte-americano não deveria ter sua taxa de juros determinada por alguém que foi, na melhor das hipóteses, grosseiramente negligente”.

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, reagiu com ceticismo ao argumento, questionando se um eventual erro inadvertido em documentos de hipoteca justificaria afastamento imediato. “Podemos debater isso”, disse Roberts, em resposta à insistência do procurador.

Paul Clement, advogado de Cook, afirmou que o caso envolve, no máximo, um erro não intencional em um pedido de hipoteca referente a uma propriedade de férias, e classificou a ação como um pretexto para remover uma dirigente que diverge da orientação defendida pela Casa Branca.

Independência do Fed em xeque

A investida de Trump contra a autoridade monetária estadunidense é considerada o mais sério desafio à independência do Federal Reserve desde sua criação, em 1913. Até hoje, nenhum presidente havia tentado destituir um membro da diretoria do banco central. A legislação que rege o Fed prevê que seus diretores só podem ser removidos “por justa causa”, embora o termo não seja claramente definido.

Em setembro, a juíza federal Jia Cobb decidiu que a tentativa de afastamento de Cook provavelmente violou seu direito ao devido processo legal, além de considerar que as acusações não configuram base legal suficiente para remoção, já que os fatos teriam ocorrido antes de sua nomeação ao Fed. O Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia manteve a decisão.



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