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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (13), que cancelou qualquer diálogo com autoridades do Irã. Trump incentivou manifestantes a “tomarem as instituições”, em meio a grandes protestos que tomaram as ruas de diversas cidades do país persa e já resultaram em milhares de mortes.
Teerã deverá executar, nesta quarta-feira (14), um manifestante preso devido à onda de protestos, na primeira execução desde o início dos atos, em dezembro. A informação foi dada por organizações de direitos humanos.
“Patriotas iranianos, continuem a protestar — tomem suas instituições!!! Guarde os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um grande preço. Eu cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que essa matança sem sentido de manifestantes acabe. Ajuda está a caminho!!! [Make Iran Great Again]”, escreveu Trump na rede Truth Social.
A declaração de Trump acende um alerta de uma nova intervenção militar americana contra um rival de Washington, pouco mais de uma semana após ataque dos EUA à Venezuela.

Tensão no Irã
O Qatar, que se aproximou do governo Trump, afirmou nesta terça-feira que uma escalada militar entre os EUA e o Irã teria consequências graves para a região. Em junho, os EUA atacaram o programa nuclear e autoridades militares do país, em meio ao conflito de Teerã com Israel. Segundo a “CBS News”, Trump já foi informado por auxiliares a respeito de uma ampla gama de ações militares possíveis no Irã.
Nos últimos meses, uma onda de manifestações tomou conta do Irã, em um dos maiores desafios ao regime teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979. O regime tem respondido com uma repressão violenta.
Segundo as organizações de direitos humanos, está prevista para esta quarta-feira (14) a execução de Erfan Soltani, 26 anos. Ele foi detido na semana passada após participar de protestos na cidade de Fardis, próxima à capital Teerã.
Segundo o grupo de direitos humanos Hengaw, a família de Soltani não teve acesso às informações sobre as acusações e demais detalhes do processo.
Relação entre Irã e EUA
O Irã havia dito nesta segunda-feira (12), um dia após Trump afirmar que avaliava respostas à violenta repressão aos protestos no país, que mantém o diálogo aberto com os EUA. No domingo (11), o republicano disse que os EUA poderiam se reunir com autoridades iranianas e que estava em contato com a oposição.
Ao mesmo tempo, Trump aumentou a pressão sobre os líderes da República Islâmica, com ameaça de ação militar. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chegou a compartilhar nas redes sociais uma charge que mostra Trump como um sarcófago destroçado. O desenho é acompanhado da frase: “Ele também será derrubado”.
Ao menos 2 mil manifestantes morreram no Irã desde 28 de dezembro, quando começou a atual onda de protestos contra o regime, segundo a organização de direitos humanos Hrana. Os protestos tomaram as ruas de diversas cidades do país em meio à degradação da economia e do rial, a moeda iraniana.
Teerã tem acusado Israel e os EUA de incentivarem os protestos. O Irã se diz aberto ao diálogo e convoca manifestações pró-regime para fazer frente aos atos críticos aos aiatolás.
França, Alemanha e Itália criticaram a repressão aos protestos e afirmaram ter convocado os representantes diplomáticos iranianos nos países para explicações. O secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, afirmou que o que está ocorrendo no Irã “é repulsivo”.
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