O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou os resultados de pesquisas que apontam maioria contrária à decisão de atacar o Irã.
Levantamento divulgado pela CNN indica que 60% dos americanos desaprovam os ataques iniciais realizados por EUA e Israel no sábado. Já uma sondagem da Reuters em parceria com a Ipsos mostra que apenas um em cada quatro cidadãos apoia a ofensiva.
Em entrevista ao New York Post, publicada na segunda-feira, Trump afirmou que não se orienta por pesquisas. “Acho que as pesquisas são muito boas, mas não me importo com elas. Tenho que fazer a coisa certa. Isso deveria ter sido feito há muito tempo”, declarou.
Ele acrescentou que, independentemente dos índices de aprovação, sua decisão não se baseia em levantamentos de opinião. “Veja bem, independentemente de as pesquisas serem baixas ou altas, acho que elas provavelmente estão boas. Mas não se trata de pesquisas. Não podemos deixar o Irã, uma nação governada por pessoas insanas, ter uma arma nuclear”, disse Trump, alegando que “uma pesquisa verdadeira” mostraria que os americanos apoiam suas ações.
O presidente defendeu que os bombardeios, batizados de Operação Fúria Épica, tinham como objetivo desmontar os programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos. Também incentivou a população do Irã a se voltar contra o próprio governo.
A reação no Congresso foi majoritariamente crítica entre os democratas e contou ainda com a discordância de alguns republicanos. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, acusou Trump de iniciar “mais uma guerra interminável no Oriente Médio”.
Já o deputado republicano pelo Kentucky, Thomas Massie, afirmou que a ação militar contraria o slogan de campanha do presidente, “América Primeiro”.



