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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proclamou nesta segunda-feira (13) a “paz no Oriente Médio” após assinar, junto aos líderes do Egito, Catar e Turquia, uma declaração com garantias do acordo para pôr fim à guerra em Gaza. O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, não participou do encontro.
“Juntos conseguimos o que todos diziam ser impossível. Finalmente temos paz no Oriente Médio“, afirmou Trump em um discurso dirigido aos líderes internacionais reunidos na cúpula sobre Gaza, realizada no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh.
“O documento vai definir regras e regulamentos e muitas outras coisas”, disse Trump antes de assiná-lo, repetindo duas vezes que “vai perdurar”.
Já o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que seu país organizará uma conferência sobre a reconstrução de Gaza após o acordo de cessar-fogo e a troca de reféns por prisioneiros palestinos.
“O Egito trabalhará com os Estados Unidos, em coordenação com parceiros, nos próximos dias para estabelecer as bases da reconstrução da Faixa [de Gaza], e temos a intenção de organizar uma conferência sobre recuperação inicial, reconstrução e desenvolvimento”, declarou Sisi durante a cúpula em Sharm el-Sheikh.
Trump disse que o egípcio “desempenhou um papel muito importante” nas negociações que levaram a um cessar-fogo em Gaza, junto com o Catar e os Estados Unidos.
“O general desempenhou um papel fundamental porque o Hamas respeita este país e respeita a autoridade do Egito”, declarou Trump durante o encontro. Al-Sisi, por sua vez, elogiou o presidente dos EUA e afirmou “ter certeza” de que Trump “era o único” que poderia pôr fim a esta guerra e “trazer paz” à região.
Pouco antes, Trump, encontrou-se com o presidente palestino, Mahmud Abbas, e os dois apertaram as mãos em seu primeiro encontro em oito anos. Trump e Abbas conversaram por vários segundos, antes de o magnata apertar sua mão e, em seguida, fazer um sinal de positivo para as câmeras na cúpula em Sharm El-Sheikh.
O presidente francês, Emmanuel Macron, acompanhou Abbas até o pódio para se encontrar com Trump.
E Netanyahu?
A Turquia, com apoio do Iraque, pressionou para impedir que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comparecesse à cúpula sobre Gaza em Sharm el-Sheikh, declarou uma fonte diplomática turca à AFP.
“Por iniciativa do presidente [Recep Tayyip] Erdogan e graças aos esforços diplomáticos da Turquia, com o apoio de outros líderes, Netanyahu não participará da reunião no Egito”, declarou esta fonte à AFP.
Após anunciar sua presença na cúpula durante a manhã, o primeiro-ministro israelense a cancelou argumentando que a reunião começaria ao mesmo tempo que uma festividade judaica. O Iraque também negou sua participação na cúpula sobre o futuro de Gaza na presença da autoridade de Israel, afirmou Ali al-Musawi, assessor do primeiro-ministro iraquiano.
“A delegação iraquiana informou à parte egípcia que não estava disposta a participar da cúpula regional se Netanyahu comparecesse”, declarou a fonte à AFP.
O avião de Erdogan estava prestes a aterrissar na cidade costeira egípcia quando Netanyahu anunciou sua participação, inicialmente não prevista. Mas, segundo a imprensa turca, a aeronave continuou seu voo sobre o Mar Vermelho aguardando a confirmação dos participantes.
A Turquia, próxima aos líderes políticos do Hamas, participou das negociações com o movimento palestino em Doha, junto com Catar e Egito, e busca desempenhar um papel na implementação e supervisão do cessar-fogo em Gaza.
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Fonte: Brasil de Fato



