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sábado, 5 abril, 2025
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Top 10 escorpiões mais perigosos do mundo e o que podem fazer ao corpo humano

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Os escorpiões são animais peçonhentos que utilizam seu ferrão para injetar toxinas em suas presas ou em possíveis ameaças. Embora a maioria das espécies não represente perigo significativo para os seres humanos, algumas possuem peçonhas potentes que podem causar efeitos graves e até fatais. 

A seguir, apresentamos uma lista dos dez escorpiões mais perigosos do mundo, detalhando suas características, habitats e os efeitos de suas peçonhas no corpo humano.

Os 10 escorpiões mais perigosos do mundo

O escorpião que dispara veneno à distância: Parabuthus transvaalicus (Escorpião-grosso-da-África)

O escorpião-grosso-da-África  é um dos maiores escorpiões, medindo entre 12 e 14 cm. Sua peçonha neurotóxica pode causar dor intensa, paralisia e, em casos graves, insuficiência respiratória. 

escorpião vermelho escuro que dispara veneno à distância
Parabuthus transvaalicus / Crédito: Richard McJimsey (Wikimedia)

Além disso, ele tem a capacidade de esguichar veneno a uma distância de até um metro, visando os olhos de possíveis ameaças. Esse escorpião é encontrado na África Austral, especialmente na África do Sul, habitando regiões áridas e semiáridas, como savanas e desertos. 

Sua coloração varia de preta a marrom-escura, com um corpo robusto e cauda espessa. Sua periculosidade é destacada pelo Scorpion Files, da Norwegian University of Science and Technology (Arquivos sobre Escorpiões da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega).

O escorpião amazônico de alta toxicidade: Tityus obscurus

Esse escorpião é encontrado na região Amazônica, incluindo Brasil, Peru e Colômbia, habitando florestas tropicais úmidas, onde é frequentemente encontrado sob cascas de árvores e folhagens. Sua coloração é marrom-escura a preta, com um corpo alongado e pinças finas.

escorpião negro da amazonia, parado no chão
Tityus obscurus / Crédito: Ythier E (Wikimedia)

Com comprimento entre 6 e 7 cm, sua peçonha neurotóxica pode causar dor intensa, convulsões, arritmias cardíacas e, em casos graves, morte.

Essa espécie tem destaque como uma das mais perigosas para a saúde pública, segundo o Instituto Butantan. Saiba mais.

O escorpião urbano do Nordeste brasileiro: Tityus stigmurus

Esse escorpião está presente no nordeste do Brasil, habitando áreas urbanas e rurais, muitas vezes escondido em entulhos e residências. Sua coloração é amarelada, com um padrão escuro no dorso.

escorpião com as patas esticadas para agarrar uma presa
Tityus stigmurus / Crédito: Hjalmar Turesson (Wikimedia)

Essa espécie mede entre 5 e 7 cm e sua peçonha neurotóxica pode causar dor intensa, suor excessivo, vômitos e distúrbios neurológicos. 

Essa espécie também é uma das mais perigosas para a saúde pública, segundo o Instituto Butantan. Saiba mais.

O escorpião da necrose fatal: Hemiscorpius lepturus

Com comprimento de 6 a 8 cm, essa espécie se destaca por sua peçonha citotóxica, que causa necrose grave nos tecidos, hemólise e até falência orgânica.

escorpião marrom-amarelado com preto
Hemiscorpius lepturus / Crédito: Sem autor (Biodiversity4All)

Seu veneno é altamente citotóxico, causando feridas graves, inflamações e necrose, semelhantes às lesões provocadas pela picada da aranha-marrom. Não há antiveneno disponível.

Esse escorpião está presente no Irã e em outras regiões do Oriente Médio, habitando áreas áridas e semiáridas, muitas vezes invadindo habitações humanas.

No Irã, embora represente apenas 12% das picadas registradas, é responsável por 95% das mortes, podendo levar à falência renal, úlceras profundas, problemas psicológicos e até óbito. 

Sua coloração varia de amarelada a marrom-clara, e ele se diferencia de outros escorpiões por não possuir o típico segmento caudal volumoso.

Sua periculosidade também tem destaque no Scorpion Files, da Norwegian University of Science and Technology.

O assassino do deserto: Escorpião-negro (Androctonus crassicauda)

Esse escorpião robusto, de coloração preta e comportamento agressivo, mede entre 10 e 12 cm e é encontrado no Oriente Médio e no Norte da África, em países como Irã, Turquia e Arábia Saudita.

escorpião no meio da mata, subindo pela terra
Androctonus crassicauda / Crédito: Per-Anders Olsson (Wikimedia)

Sua peçonha é altamente tóxica, podendo causar dor intensa, convulsões, paralisia e, em casos graves, levar à morte.

Por habitar desertos e regiões áridas, representa uma ameaça constante para quem vive ou trabalha nessas regiões. Sua periculosidade tem destaque na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, que informa a população para ter cuidado com essa espécie. Leia mais aqui.

Leia mais:

O mais venenoso dos EUA: Escorpião-de-casca-do-Arizona (Centruroides sculpturatus)

Este escorpião mede entre 5 e 7 cm e se encontra nos Estados Unidos (Arizona, Califórnia, Nevada, Novo México) e no norte do México. 

escorpião amarelo escuro e com algumas patas encolhidas
Centruroides sculpturatus / Crédito: Andrew Meeds (Wikimedia)

Sua coloração varia entre amarelo e marrom-claro, e seu corpo é delgado. Sua peçonha neurotóxica pode causar dor intensa, dormência, dificuldade respiratória e, em casos raros, morte, especialmente em crianças e idosos. 

É considerado o escorpião mais venenoso da América do Norte, e tem destaque na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

O matador do Sul: Escorpião-de-cauda-grossa-amarelo (Androctonus australis)

Esse escorpião, encontrado no Norte da África e no Oriente Médio, mede entre 10 e 12 cm e possui uma coloração amarela e uma cauda grossa e robusta. Sua peçonha neurotóxica pode causar paralisia, insuficiência respiratória e morte. 

close-up de um escorpião amarelo-esverdeado
Androctonus australis / Crédito: Domínio público (Wikimedia)

Por ser altamente resistente e capaz de sobreviver em condições extremas, é um dos escorpiões mais temidos do mundo. Sua periculosidade tem destaque no Scorpion Files, da Norwegian University of Science and Technology (Arquivos sobre Escorpiões da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega).

O mais letal da Índia: Escorpião-indiano-vermelho (Hottentotta tamulus)

Este escorpião, encontrado na Índia, Nepal, Sri Lanka e Paquistão, mede entre 6 e 7 cm e tem uma coloração que varia do marrom avermelhado ao laranja. 

escorpião meio marrom e amarelo caminhando pelo solo
Hottentotta tamulus / Crédito: Shantanu Kuveskar (Wikimedia)

Sua peçonha é altamente tóxica e pode causar dor intensa, vômitos, sudorese, convulsões e, em casos graves, edema pulmonar, levando à morte em até 24 horas sem tratamento. Frequentemente encontrado em áreas urbanas e rurais, representa um grande risco para crianças que caminham descalças.

A Scorpion Files, da Norwegian University of Science and Technology, o destaca como uma das espécies mais perigosas do mundo.

O mais perigoso do Brasil: Escorpião-amarelo-brasileiro (Tityus serrulatus)

Com tamanho entre 6 e 7 cm, esse é o escorpião mais perigoso da América Latina e o principal responsável por acidentes no Brasil, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

escorpião grande amarelo repousando no chão
Tityus serrulatus / Crédito: José Roberto Peruca (Wikimedia)

Sua peçonha neurotóxica pode causar dor intensa, náuseas, vômitos, taquicardia e, em casos graves, edema pulmonar e choque, sendo especialmente perigoso para crianças e idosos.

De coloração amarelo-claro, se reconhece facilmente pela ausência de serrilha na cauda. Vive em áreas urbanas e rurais, sendo frequentemente encontrado em entulhos e locais úmidos.

O Instituto Butantan alerta para a necessidade de precaução com essa espécie. Saiba mais.

O caçador da morte: Escorpião-amarelo-palestino (Leiurus quinquestriatus)

Com o apelido de “deathstalker”,o Leiurus quinquestriatus, é o escorpião mais perigoso do mundo pelo Guinness Book. Esse escorpião mede de 8 a 11 cm e se encontra no Norte da África e no Oriente Médio, incluindo Egito, Israel e Arábia Saudita. 

escorpião verde amarelado, parado no chão de terra e pedras
Leiurus quinquestriatus / Crédito: Ester Inbar (Wikimedia)

Sua coloração amarela pálida e sua velocidade o tornam temido, mas o verdadeiro perigo está na sua peçonha, uma mistura de neurotoxinas e cardiotoxinas que podem causar dor intensa, febre, convulsões e, em casos graves, coma ou morte. Habita principalmente desertos e regiões semiáridas.




Fonte: Olhar Digital

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