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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Toffoli prorroga por 60 dias investigação contra Vorcaro

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias a investigação que apura a atuação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A ampliação do prazo foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e, segundo investigadores, segue o rito habitual em apurações de grande complexidade.

Nos bastidores da corporação, a dilação já era considerada esperada, diante do volume de informações e do número de investigados envolvidos no caso.

Apesar da prorrogação formal, um dos principais eixos da investigação — as suspeitas de fraude na venda de uma carteira de crédito do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília) — pode ser concluído em prazo mais curto.

A PF trabalha com a hipótese de que o esquema envolveu a negociação de créditos inexistentes no valor de R$ 12,2 bilhões.

Por essa acusação, foram presos em 17 de novembro, além de Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor responsável por áreas estratégicas como Riscos e Compliance; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio da instituição.

Ajustes operacionais

A fase atual da investigação prevê a oitiva de investigados entre os dias 26 e 28 de janeiro. Lima, Bull e Silva foram intimados a depor nesse período, no âmbito das apurações relacionadas à tentativa de venda ao BRB.

O ex-presidente do banco estatal, Paulo Henrique Costa, também investigado, prestará depoimento na mesma época. Já Vorcaro deve ser ouvido no dia 27.

Em decisão complementar, Toffoli reduziu de seis para dois dias o prazo para a realização dos depoimentos, atendendo a pedido da PF, que alegou limitações de pessoal e de infraestrutura no Supremo. O ministro determinou ainda que a corporação apresente um novo cronograma com dois dias consecutivos de oitivas.

Novas frentes sob análise

Embora a PF avalie a possibilidade de abrir novos inquéritos para apurar outras condutas atribuídas a Vorcaro, ao Banco Master e a terceiros, a estratégia inicial é manter o foco na investigação das fraudes financeiras. A avaliação interna é evitar que um único inquérito se prolongue indefinidamente com a inclusão de fatos novos.

Paralelamente, a corporação iniciou apurações preliminares sobre a atuação de um grupo de influenciadores digitais que teria promovido ataques coordenados ao Banco Central e a investigadores do caso. Há suspeitas sobre a possível participação de Vorcaro na contratação desses perfis.

Influenciadores e ataques ao BC entram no radar

Levantamento inicial da PF identificou ao menos 46 perfis em redes sociais envolvidos em um bombardeio digital contra o Banco Central e autoridades responsáveis pela investigação do Banco Master.

Por ora, essa frente corre em um procedimento preliminar conhecido como NCV (Notícia-Crime em Verificação), ainda sem a abertura formal de um novo inquérito.

A decisão sobre transformar essa apuração em investigação formal deverá ser tomada após a análise dos indícios reunidos nessa fase inicial.



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