Bolsonaro no centro da capa da The Economist
A revista britânica The Economist trouxe Jair Bolsonaro na capa da edição desta semana. O ex-presidente aparece com o rosto pintado nas cores do Brasil e usando um chapéu semelhante ao do “viking do Capitólio”, figura da invasão ao Congresso dos Estados Unidos em 2021. O julgamento de Bolsonaro começa no próximo dia 2 de setembro no Supremo Tribunal Federal (STF) e deve se estender até 12 de setembro.

Julgamento visto como lição de democracia
Ao divulgar a capa, a revista afirmou que o caso brasileiro é “uma lição de democracia para os Estados Unidos”. O texto critica a política americana sob Donald Trump, chamando-a de mais corrupta, autoritária e protecionista. Para a publicação, o Brasil se tornou um exemplo de como lidar com o fracasso de um golpe.
Bolsonaro como “Trump dos trópicos”
Na reportagem, Bolsonaro é descrito como “polarizador” e “Trump dos trópicos”. O periódico avalia que ele e seus aliados provavelmente serão considerados culpados. Segundo a análise, o golpe de 8 de janeiro fracassou por incompetência, e não por falta de intenção. Esse cenário transformou o Brasil em um caso de teste para democracias que enfrentam o populismo.
Comparações com outros países
A The Economist comparou a situação brasileira com os desafios enfrentados por Estados Unidos, Reino Unido e Polônia. O texto aponta que, ao contrário dos EUA, políticos brasileiros tradicionais, de diferentes partidos, ainda defendem as regras democráticas e buscam reformas dentro da legalidade. Isso, segundo a revista, mostra sinais de maturidade política.
Situação atual de Bolsonaro
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o início de agosto, após o STF identificar risco de fuga. No dia 16, ele recebeu autorização para sair e realizar exames médicos. O boletim divulgado informou que o ex-presidente segue em tratamento para hipertensão arterial, refluxo e prevenção de broncoaspiração.
Crimes e julgamento no STF
O ex-presidente responde a acusações de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito, dano ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. O julgamento começa no dia 2 e pode durar até 12 de setembro, em mais um capítulo central da crise política aberta pelo julgamento de Bolsonaro no STF.




