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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Tensão no João Lúcio: casal em crise ameaça se jogar e mobiliza equipes

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Um casal em profunda crise emocional mobilizou uma grande operação de resgate e interrompeu parte das rotinas internas do Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, na manhã deste sábado (6). Ambos permaneceram por mais de duas horas na marquise do terceiro andar da unidade, ameaçando tirar a própria vida, enquanto policiais, bombeiros e profissionais de saúde trabalhavam para evitar uma tragédia.

A primeira chamada à polícia, registrada pouco depois das 5h, descrevia um possível sequestro dentro do hospital. A gravidade da denúncia fez com que equipes da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) fossem enviadas imediatamente ao local. No entanto, ao chegarem ao hospital, os agentes perceberam que o cenário era completamente diferente do informado.

Não havia reféns, mas sim um casal profundamente abalado emocionalmente, posicionado de forma perigosa na marquise do terceiro andar. Os dois demonstravam grande agitação, confusão e medo, o que exigiu uma abordagem extremamente cuidadosa.

Negociação se estendeu por mais de 150 minutos

A complexidade da ocorrência levou ao acionamento de reforço imediato. Policiais da 9ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), bombeiros militares e profissionais do próprio hospital se uniram para a operação. O objetivo era estabilizar emocionalmente o casal e impedir que qualquer movimento brusco resultasse em uma queda.

A negociação durou mais de 150 minutos, num processo que exigiu paciência, escuta atenta e diálogo constante. Os agentes buscavam, a todo momento, demonstrar que estavam ali para ajudar e garantir a segurança de ambos.

Após longa conversa, o homem decidiu entregar voluntariamente a faca. Esse gesto permitiu que a equipe especializada pudesse se aproximar com mais segurança e iniciar o resgate.

Resgate seguro e encaminhamento ao atendimento psiquiátrico

Com o clima um pouco mais controlado, policiais e profissionais de saúde conseguiram retirar o casal da marquise sem incidentes. A remoção foi lenta e técnica, já que qualquer oscilação emocional poderia reacender o risco.

Assim que foram levados para dentro da unidade, o casal foi encaminhado diretamente ao setor psiquiátrico do João Lúcio, onde recebeu atendimento emergencial.

O capitão Faustino reforçou que, apesar da gravidade do episódio, não havia risco para outras pessoas no hospital. “A ameaça foi sempre contra a própria vida do casal, e não contra outras pessoas presentes no hospital”, afirmou.

Caso será tratado como tentativa de suicídio

A polícia registrou toda a ocorrência, que será tratada como tentativa de suicídio e risco à integridade física. O casal permanecerá sob acompanhamento médico, e o atendimento psiquiátrico deverá continuar após a estabilização emocional de ambos.

A ocorrência também reacende um debate sobre a necessidade de políticas públicas mais robustas voltadas à saúde mental no Amazonas. Profissionais relatam aumento expressivo de casos envolvendo crises emocionais graves em ambientes de grande circulação, como hospitais.

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