(Folhapress) — Subiu para 55 o número de mortes causadas pelo temporal que atingiu a zona da mata de Minas Gerais entre segunda (23) e terça-feira (24). As buscas por desaparecidos continuam.
A cidade de Juiz de Fora está em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira.
O município declarou na manhã desta quinta-feira que o transporte coletivo da cidade segue em operação reduzida ante “as vias interditadas e atendimento limitado em diversos bairros”.
“Novos trechos obstruídos comprometem o atendimento de várias linhas”, disse a prefeitura em nota.
Desde segunda-feira, quando começaram as chuvas que causaram a tragédia na região, a Defesa Civil de Juiz de Fora já registrou 1.257 ocorrências.

O Corpo de Bombeiros trabalha em três frentes na região. São seis em Juiz de Fora e duas, em Ubá. Segundo a corporação, 238 pessoas foram resgatadas com vida durante os trabalhos de resgate.
A Defesa Civil de Minas fez na noite desta quarta um apelo para os moradores não voltarem às áreas de risco.
Previsão de mais chuvas
“A previsão é de mais chuvas intensas na zona da mata”, disse o coronel Paulo Rezende, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. A região voltou a registrar chuvas fortes.

As instabilidades que cobrem grande parte do Brasil mantêm condições para temporais em praticamente toda a região Sudeste, principalmente na faixa que compreende a zona da mata de Minas Gerais, todo o litoral e leste paulistas e os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
“Por isso, mais uma vez: não retorne para as áreas de risco”, repetiu o coronel.
Moradores de Juiz de Fora chegaram a receber alerta da Defesa Civil sobre o risco dos temporais. Eles disseram à Folha, porém, nunca ter recebido um treinamento sobre como reagir em situações de emergência. O município é a quarta cidade brasileira que mais registra alertas da Defesa Civil neste ano, com 35 ocorrências, e a que mais tem pessoas vivendo em áreas de risco: 128 mil.



