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segunda-feira, 16 fevereiro, 2026
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Tarifaço: Brasil agora mira fim de sobretaxa na indústria

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A retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos agropecuários exportados aos Estados Unidos foi recebida com entusiasmo por governo e empresários brasileiros. No entanto, apesar do avanço, representantes do setor produtivo já miram os próximos passos: reduzir tarifas que ainda atingem bens industriais e evitar possíveis sanções ligadas a uma investigação americana que já penalizou grandes parceiros comerciais, como China e União Europeia.

A nova lista divulgada pelo governo Donald Trump inclui itens de grande peso na balança comercial brasileira, como carne, café e frutas. Entretanto, a maior parte dos produtos industriais permanece de fora. Apenas alguns químicos e componentes aeronáuticos foram contemplados nesta fase. Setores como aço, alumínio, madeira, móveis e cobre seguem sujeitos à cobrança de 50%, fruto de outra medida sancionatória americana.

Outro ponto de preocupação é a chamada Seção 301, mecanismo que permite aos EUA retaliar países considerados responsáveis por práticas comerciais injustas. O Brasil segue sob investigação em áreas como comércio eletrônico, tecnologia, tarifas de importação e questões ambientais, incluindo desmatamento.

China e União Europeia já sofreram sanções decorrentes desse instrumento — e especialistas alertam que o Brasil precisa intensificar o diálogo para evitar destino semelhante.

Entidades empresariais se unem pelo fim da sobretaxa

Técnicos do governo afirmam que as conversas com os EUA devem, daqui em diante, priorizar a exclusão de produtos manufaturados ainda atingidos pelo tarifaço — especialmente máquinas, equipamentos e derivados de madeira.

A Secretaria de Comunicação da Presidência reforçou, em nota, que o Brasil continuará negociando a exclusão completa das tarifas adicionais.

Entidades empresariais também pressionam pela ampliação das isenções:

Amcham Brasil
Defende aceleração nas conversas, com prioridade para os bens industriais, que continuam sendo os mais afetados.

CNI
Para o presidente Ricardo Alban, é fundamental que o acordo avance para setores em que os EUA são o principal destino das exportações, como máquinas e equipamentos.

AEB
O presidente José Augusto de Castro afirma que, embora positiva, a medida favoreceu principalmente commodities: “A isenção visou apenas questões internas dos EUA, para atenuar a inflação americana, estimulando apenas a exportação de commodities. Produtos manufaturados têm pouco peso para o consumidor americano. O custo Brasil já tira competitividade dos bens industriais. Com as tarifas, temos menos ainda. As negociações ainda não terminaram”, disse Castro à Folha de S. Paulo.

Decisão de Trump e reação política

O decreto assinado por Donald Trump nesta quinta-feira (20) retirou oficialmente as tarifas extras sobre mais de 200 itens agropecuários brasileiros, incluindo carne, café e fertilizantes à base de amônia.

No comunicado, Trump menciona ter discutido o tema por videoconferência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o republicano, autoridades americanas avaliaram que houve “progresso inicial nas negociações” com o Brasil, o que justificaria a mudança.

Lula comemorou publicamente a decisão durante um evento em São Paulo, destacando a importância da medida para os produtores brasileiros.



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