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domingo, 5 julho, 2026
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Tarcísio lidera em SP com 46%, e Haddad tem 30%, aponta Datafolha

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Por Igor Gielow

(Folhapress) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com 46% das intenções totais de votos, segundo o Datafolha. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) está na segunda posição, com 30%.

Outros três candidatos de esquerda, Vera Lúcia (PSTU, 5%), Vivian Mendes (UP, 4%) e Carlos Machado (PCB, 4%), surpreendem empatados no terceiro posto, ainda que distante. Em teoria, eles tomam para si 13% que poderiam ser disputados por Haddad. Dizem votar em branco, nulo ou em ninguém 8%, enquanto 3% estão indecisos.

Tarcísio amealha 52% dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos e são usados pela Justiça Eleitoral para contabilizar o resultado do pleito, ante 34% de Haddad. Para vencer em qualquer rodada, o candidato deve ter 50% dos votos válidos mais um.

A margem de erro de dois pontos para mais ou menos e a distância da eleição, quando a declaração de voto branco e nulo é historicamente maior, não permitem afirmar que ele ganharia a disputa no primeiro turno se ela fosse hoje.

Essa pesquisa, realizada de quarta-feira (1º) a sexta (3) e registrada na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026, é a primeira com o cenário das pré-candidaturas consolidado no estado. Foram ouvidos 1.608 eleitores em 71 cidades.

Em relação à rodada anterior, de março, diversos nomes do campo de Haddad deixaram a disputa. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) concorrerão ao Senado, Márcio França (PSB) será seu vice e Geraldo Alckmin (PSB) seguirá na chapa presidencial de Lula (PT).

Já no espectro político próximo de Tarcísio, Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) desistiram de enfrentar a campanha.

De lá para cá, Haddad deixou o ministério e se lançou pré-candidato. Com isso, as citações espontâneas a seu nome como candidato preferido subiram de 2% em março para 8% agora, e 1% diz preferir um candidato do PT. Tarcísio oscilou de 22% para 21%, enquanto dizem votar “no atual governador” sem nomeá-lo 3%.

Em um eventual segundo turno, Tarcísio segue à frente de Haddad. O governador tem 53% ante 37% do petista, cenário estável em relação à pesquisa anterior.

O petista também é mais rejeitado pelos paulistas, com 47% afirmando que nunca votariam nele. Dizem isso sobre o governador 29% dos entrevistados.

Os números mostram o tamanho do desafio de Haddad, que mais uma vez recebeu uma missão vista por muitos como quase impossível em nome do presidente Lula, que precisa de um palanque forte em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Em 2022, Haddad enfrentou Tarcísio, recebendo 36% dos votos no primeiro turno e 45% no segundo, números insuficientes para ganhar, mas que ajudaram Lula a derrotar nacionalmente Jair Bolsonaro, o padrinho do então desconhecido ex-ministro da Infraestrutura.

Como é costumeiro e revelador do perfil mais conservador do eleitorado paulista, o PT tem mais dificuldade no interior do que na capital, onde já emplacou três prefeitos desde a redemocratização.

No interior, que soma 53% do eleitorado do estado, Tarcísio tem 49% dos votos totais, ante 26% do ex-ministro da Fazenda. Já na capital e região metropolitana, responsáveis pelos restantes 47% de eleitores, a vantagem cai, com o governador marcando 43% a 35%.

Em um esforço para tentar popularizar seu nome no interior, Haddad terá o nome confirmado como candidato em convenção no próximo dia 25 a ser realizada em Ribeirão Preto, cidade que já foi reduto do PT.

Usando a lógica inversa, o Republicanos lançará Tarcísio à reeleição em 1º de agosto em um evento no ginásio do Ibirapuera, na capital. A cidade antes deverá sediar a convenção do principal rival de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aliado do governador paulista.

O perfil do eleitorado dos principais concorrentes segue inalterado. Tarcísio tem desempenho acima de sua média entre homens (52%), com mais de 60 anos (51%), os mais instruídos (49%), evangélicos (56%) e os mais ricos (de 50% a 63% entre as faixas acima de dois salários mínimos).

O governador é preferido pela imensa maioria de quem votou em Bolsonaro no segundo turno de 2022 e entre quem escolhe nesta eleição o filho do ex-presidente Flávio, 79% e 77% respectivamente.

Já Haddad registra uma intenção de voto mais homogênea entre os grandes grupos. Ele fideliza menos o eleitorado lulista do que o rival faz com o bolsonarista: 62% dos que votaram em Lula no pleito passado e 66% dos que pretendem repetir a dose neste ano o apoiam.

O ex-presidente em prisão, condenado por tentativa de golpe de Estado, é um cabo eleitoral mais eficaz do que Lula no estado. Dizem que votariam com certeza num candidato de Bolsonaro 27% dos ouvidos, enquanto 22% dizem que talvez o fizessem e 49% rejeitam a ideia. Em relação ao atual mandatário, os índices são de 19%, 23% e 54%, respectivamente.

No pelotão de baixo, os três nomes de partidos de esquerda chamam especial atenção no segmento dos jovens de 16 a 24 anos, onde têm 29% das intenções de votos, ainda que o grupo só represente 13% da amostra total.





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