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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Suspeita de artefato explosivo mobiliza polícia em terminal de Manaus e homem é detido

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Um homem em situação de rua foi detido na manhã desta terça-feira após ser flagrado com um suposto artefato explosivo dentro de um ônibus que saía do Terminal 1, em Manaus. A ocorrência foi registrada por volta das 9h, após denúncia anônima recebida pela equipe da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que realizava patrulhamento de rotina na região. A área foi isolada e o Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (MARTE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais, foi acionado para verificar a veracidade do objeto.

Segundo o comandante da 24ª Cicom, major Vítor Moraes, a ação policial foi imediata após o recebimento da informação.

“Por volta das 9h recebemos a denúncia de que, em um ônibus saindo do Terminal 1, havia um elemento portando uma faca. Foi feita a abordagem ao ônibus, retirado o elemento e feita a revista pessoal. Foi identificado um suposto artefato explosivo. Fizemos o isolamento da via, e a equipe especializada do Grupo MARTE irá verificar a veracidade do artefato e fará a condução do homem ao 1º DIP. É um homem que está em situação de rua, ele alega que, ontem à noite, foi esfaqueado e, hoje, ao chegar no Terminal 2, um elemento desconhecido entregou o artefato para ele, e ele guardou, no intuito de se defender de novas agressões”, disse o major.

A ocorrência mobilizou viaturas e chamou a atenção de passageiros que estavam no terminal no momento da abordagem.

Abordagem dentro do ônibus

De acordo com as informações repassadas pela Polícia Militar, a equipe da 24ª Cicom fazia patrulhamento ostensivo quando foi alertada sobre a presença de um homem armado com faca dentro de um coletivo que havia acabado de deixar o Terminal 1. A denúncia indicava risco potencial aos demais passageiros.

Os policiais interceptaram o ônibus e realizaram a abordagem ainda nas proximidades do terminal. O homem foi retirado do veículo para revista pessoal. Durante a verificação, além da faca mencionada na denúncia, os agentes identificaram o que aparentava ser um artefato explosivo.

Diante da possibilidade de se tratar de um objeto com potencial risco, o protocolo de segurança foi imediatamente adotado. A via foi isolada para evitar a circulação de pedestres e veículos nas imediações, enquanto a situação era controlada.

Após a abordagem e a verificação preliminar, o objeto foi deixado no chão, seguindo os procedimentos de segurança, e o homem foi algemado e colocado na viatura para ser encaminhado à delegacia.

Área isolada e equipe especializada acionada

Com a suspeita de que o objeto pudesse ser um explosivo, o Batalhão de Operações Policiais Especiais foi acionado por meio do Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos, conhecido como MARTE. A equipe especializada é responsável por ocorrências que envolvem materiais explosivos ou suspeitos, realizando a análise técnica e a neutralização, quando necessário.

Enquanto aguardavam a chegada do grupamento, os policiais mantiveram o isolamento da área, como forma de prevenir qualquer risco à população. Passageiros e trabalhadores do terminal acompanharam a movimentação à distância.

O suposto artefato passará por avaliação técnica para que seja confirmada sua natureza e se há, de fato, potencial explosivo. Somente após essa análise será possível determinar se o objeto representava ameaça real ou se trata de um material inofensivo.

Versão apresentada pelo suspeito

Durante a abordagem, o homem afirmou aos policiais que estaria em situação de vulnerabilidade. Segundo relato mencionado pelo major Vítor Moraes, ele alegou ter sido vítima de esfaqueamento na noite anterior.

Ainda conforme a versão apresentada pelo suspeito, ao chegar ao Terminal 2 nesta terça-feira, um indivíduo desconhecido teria entregue o artefato a ele. O homem afirmou que decidiu guardar o objeto com a intenção de se proteger de possíveis novas agressões.

A polícia, no entanto, informou que essa versão será apurada. A procedência do artefato, assim como a identidade do suposto indivíduo que teria feito a entrega, fazem parte da investigação.

Condução ao 1º DIP

Após a detenção, o homem foi encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso será formalmente registrado. A autoridade policial deverá ouvir o suspeito e dar início às diligências necessárias para esclarecer os fatos.

A investigação também deve apurar se houve, de fato, o episódio de esfaqueamento mencionado pelo homem e se existem registros médicos ou boletins de ocorrência que confirmem a agressão relatada.

Além disso, a polícia busca identificar possíveis imagens de câmeras de segurança nos terminais 1 e 2 que possam ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos e confirmar ou descartar a versão apresentada.

Segurança nos terminais

O caso reacende o debate sobre segurança nos terminais de transporte coletivo da capital. Locais de grande circulação de pessoas exigem monitoramento constante e atuação rápida das forças de segurança diante de qualquer suspeita.

A atuação da 24ª Cicom, segundo a Polícia Militar, demonstra a importância das denúncias feitas pela população. A informação repassada permitiu uma resposta rápida, evitando que a situação pudesse evoluir para um cenário mais grave.

O comando da companhia reforça que a colaboração da sociedade é fundamental e que denúncias podem ser feitas de forma anônima, contribuindo para a prevenção de crimes e para a manutenção da ordem pública.

Enquanto o objeto não é periciado, as autoridades tratam o caso com cautela. A confirmação ou não de que se trata de um artefato explosivo será determinante para o enquadramento jurídico do suspeito.

A ocorrência segue em andamento, e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão da análise técnica do material e do avanço das investigações.

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