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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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‘Superquarta’: O que esperar das decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos EUA

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A última “Superquarta” do ano, quando ocorrem as decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, concentram todas as atenções dos mercados financeiros aqui e lá fora. No Brasil, a expectativa dos agentes é de que o Copom (Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve encerrar 2025 mantendo a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, apesar do fraco desempenho do PIB (Produto Interno Bruto). Analistas projetam, porém, que o colegiado flexibilize o discurso e abra caminho para cortes a partir do início de 2026. Já nos Estados Unidos, as projeções indicam que o Federal Reserve promova um corte de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros.

A manutenção da Selic no nível atual é consenso entre economistas, enquanto a previsão sobre o início do ciclo de cortes varia entre janeiro e março. Especialistas apontam que a desaceleração econômica, aliada à redução recente das expectativas de inflação, cria espaço para uma política monetária menos restritiva no próximo ano.

Segundo analistas, o Banco Central adotou o patamar elevado da Selic para conter a inflação, especialmente diante de uma demanda mais contida na economia. Apesar de a atividade econômica mostrar sinais de enfraquecimento, indicadores como o setor de serviços permanecem relativamente estáveis.

De modo geral, as projeções indicam que o Copom não deve dar um “cavalo de pau”, ou seja, uma mudança de rota muito brusca na condução da política monetária, especialmente pelo fato de 2026 ser um ano eleitoral. Por isso, os agentes ficarão de olho no tom do comunicado divulgado com a decisão e a posterior ata da reunião.

Inflação

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostra que a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) caiu pela quarta semana seguida, de 4,43% para 4,40% em 2025. As estimativas para 2026 baixaram de 4,17% para 4,16% e, para 2027, segue em 3,80%. Ou seja, em todos os cenários a inflação segue abaixo do teto da meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 4,5%.

O centro da meta perseguida pelo Banco Central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

No mercado, há debate sobre a expressão “bastante prolongado”, usada pelo Copom para se referir ao período em que pretende manter os juros elevados. Analistas explicam que, mesmo com cortes futuros, a política monetária continuará restritiva, mantendo efeito sobre a economia.

Federal Reserve: cortes moderados e sinais de cautela

O banco central dos EUA deve reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para faixa entre 3,5% e 3,75%, após duas quedas consecutivas motivadas por deterioração do mercado de trabalho norte-americano.

Especialistas destacam, entretanto, que há tensão entre os membros do Fed. Alguns demonstram preocupação com a inflação ainda elevada, o que pode frear cortes adicionais. A decisão do banco americano será observada de perto pelos mercados, especialmente diante da expectativa de sucessão na presidência da instituição, que pode influenciar a trajetória de juros nos próximos anos.

 



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