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sábado, 14 fevereiro, 2026
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Setor industrial brasileiro vai aos EUA para tentar reverter tarifas de Trump

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Uma comitiva empresarial liderada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) está em Washington, nos Estados Unidos, para tentar reverter o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. A missão tem dois grandes desafios: defender o Brasil em uma audiência sobre práticas comerciais consideradas injustas e tentar reabrir negociações que aliviem a sobretaxa de 50% imposta a produtos brasileiros.

A movimentação ocorre em um momento delicado da relação bilateral e com impacto direto sobre setores como cerâmica, carnes, pescados, café e calçados.

Na terça-feira (2), o presidente da CNI, Ricardo Alban, reuniu-se com a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, para discutir frentes de atuação do setor privado nas negociações sobre o tarifaço de Trump. “Nosso objetivo com essa missão é marcar uma posição firme e contundente, dando a nossa versão, a versão do setor privado sobre a importância de uma negociação que leve à reversão das tarifas”, explicou Alban.

Nesta quarta-feira (3), a missão brasileira participa de uma audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), responsável por investigar, com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, possíveis barreiras ou condutas brasileiras que estariam prejudicando a economia norte-americana. Os alvos incluem desde o sistema de pagamentos Pix até o acesso do etanol dos EUA ao mercado brasileiro e o comércio informal na Rua 25 de Março, em São Paulo.

A CNI será representada por Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), em um encontro que ocorrerá a portas fechadas e deve durar cerca de oito horas. A expectativa é que, até o fim de setembro, ocorra uma audiência entre representantes dos governos brasileiro e norte-americano para discutir o tema, em um processo que pode se estender por até um ano.

A comitiva é composta por 130 empresários e dirigentes das federações das indústrias de diversos estados.

Trump leva tarifas à Justiça e tenta manter política protecionista

Enquanto isso, Trump decidiu recorrer à Suprema Corte estadunidense para manter sua política tarifária. Na última sexta-feira (29), um tribunal de apelações dos EUA considerou ilegais algumas das tarifas impostas com base em poderes emergenciais de 1977. O tribunal permitiu que as tarifas continuem vigentes até 14 de outubro, dando tempo ao governo para apelar.

Trump afirmou ontem que vai solicitar uma decisão rápida da Suprema Corte. “É uma decisão muito importante e, francamente, se tomarem a decisão errada, será uma devastação para o nosso país”, disse. O republicano tem feito da tarifação agressiva um pilar de sua agenda econômica, alegando que a política gerou bilhões de dólares em receitas ao governo.

A tensão jurídica nos EUA adiciona um grau de incerteza às negociações da missão brasileira, que busca justamente ampliar as exceções às tarifas impostas unilateralmente por Washington.

 



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