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Um servidor público municipal de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, foi indiciado pela Polícia Civil após passar quase dois anos indo à Prefeitura apenas para registrar o ponto e ir embora, sem cumprir sua jornada de trabalho.
Luciano Gaspar Daru, de 56 anos, era técnico administrativo na Secretaria Municipal de Fazenda desde 2023, com carga horária das 12h às 18h. Segundo a investigação, ele comparecia ao local no início e no fim do expediente apenas para bater ponto, permanecendo no prédio por cerca de um minuto.
Imagens de câmeras de segurança mostram Daru entrando pelos fundos da prefeitura, usando bermuda e chinelo. O comportamento levantou suspeitas entre os colegas, levando a uma apuração interna em 2024 e, posteriormente, ao repasse do caso à Polícia Civil, em 2025.
Durante o interrogatório, o servidor confessou que entre agosto de 2023 e junho de 2025 não exerceu nenhuma atividade profissional, mesmo recebendo salário integral de R$ 2,3 mil mensais. O prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 33 mil.
Luciano foi indiciado pelo crime de inserção de dados falsos em sistema público para obter vantagem indevida, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão, além de multa.
“Durante seu interrogatório o investigado confessou a prática irregular, tendo afirmado que durante o período compreendido entre os meses de agosto de 2023 e junho de 2025 apenas registrava o ponto sem exercer suas atividades. O servidor continuou recebendo sua remuneração integral durante todo o período em que não exerceu suas funções, configurando prejuízo direto aos cofres públicos municipais”, afirma o delegado do caso Derick de Moura Jorge
A prefeitura informou que o servidor foi afastado assim que a irregularidade foi detectada. Após sindicância interna, ele foi demitido por justa causa em junho de 2025.
Segundo o Procurador Geral do Município, Gustavo Schemim da Matta, o caso seguiu todos os trâmites legais, o que justifica a demora para a punição final.
Valor que o servidor público recebia sem trabalhar, em Ponta Grossa, Paraná (Foto: Reprodução / RPC)
Defesa do servidor
A defesa de Luciano informou que só vai se manifestar no decorrer do processo judicial. O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que decidirá se oferece denúncia criminal.



