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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Sem mencionar Trump, Lula critica protecionismo e defende transações comerciais sem dólar — Brasil de Fato

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Sem mencionar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva criticou medidas comerciais protecionistas e defendeu que os países possam realizar transações comerciais sem utilizar o dólar como moeda de referência. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (23), durante pronunciamento à imprensa, ao lado do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, em meio à visita de Estado no Palácio Merdeka, em Jacarta, na Indonésia.

“Nós queremos multilateralismo e não unilateralismo. Nós queremos democracia comercial e não protecionismo. Nós queremos crescer, gerar empregos. Emprego de qualidade, porque é para isso que nós fomos eleitos, para representar o nosso povo”, disse Lula. O presidente brasileiro tem um encontro com Trump no próximo domingo (26), para discutir o tarifaço e as relações entre Brasil e Estados Unidos.

Uma das medidas que Trump tem criticado na relação com o Brasil é justamente a ideia de uma nova moeda para transações comerciais, proposta em diálogos dos Brics – bloco comercial que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de outros países associados mais recentemente.

Lula voltou a defender a possibilidade de transações em moedas próprias, mas sem mencionar o dólar. “Tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercialização entre nós dois ser com as nossas moedas. Essa é uma coisa que nós precisamos mudar. O Século 21 exige que tenhamos a coragem que não tivemos no Século 20. Exige que a gente mude alguma forma de agirmos comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém”

Em seu discurso, Lula ainda confirmou que vai disputar as eleições de 2026, em busca de um quarta mandato presidencial. “Eu quero lhe dizer que eu vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que eu estou com a mesma energia de quando eu tinha 30 anos de idade. E vou disputar um quarto mandato no Brasil”, disse Lula.

Lula e Subianto assinaram diversos acordos e firmaram parcerias estratégicas. O presidente brasileiro ainda terá reuniões com empresários locais e assinaturas de acordos comerciais bilaterais, durante o Fórum Econômico Brasil-Indonésia. “É com muita alegria que estou aqui, com muita esperança e muita disposição, para trabalhar para que a relação Indonésia-Brasil seja uma relação cada vez mais produtiva, mais rentável para nossos povos”, afirmou Lula.

Agenda na Ásia

Na sexta-feira (24), o presidente brasileiro visita a sede do Secretariado da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), onde deve reunir com o secretário-geral da organização, Kao Kim Hourn. No mesmo dia, Lula embarca rumo a Kuala Lumpur, capital da Malásia, onde vai participar da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). O bloco, que reúne mais de 680 milhões de habitantes, é visto como um parceiro estratégico para a diplomacia brasileira.

“É uma oportunidade de encontro com diversos líderes mundiais, já que todos os grandes países têm algum tipo de relação com a Asean e participam das cúpulas. Desde 2023, o Brasil mantém com a Asean uma parceria de diálogo setorial”, explica Lucero. “O comércio do Brasil com os países da Asean já superou US$ 37 bilhões em 2024 e continua crescendo”, completa.

O presidente Lula ainda deve se reunir com o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, com quem pretende dialogar sobre o comércio bilateral, com foco nos setores de energia, ciência, tecnologia e inovação.

Durante o Fórum, Lula deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o tarifaço e as relações entre os dois países.

Também é esperado que os dois falem da situação na América Latina, com as ações militares dos Estados Unidos contra embarcações que Trump acusa serem de traficantes, além das ameaças contra a Venezuela e, mais recentemente, contra a Colômbia.

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Fonte: Brasil de Fato

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