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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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Secretário de governo de Itumbiara mata filho, fere outro e tira a própria vida em tragédia familiar

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A cidade de Itumbiara foi abalada na noite de quarta-feira (11/2) por uma tragédia envolvendo o secretário de Governo do município, Thales Machado. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o gestor matou um dos filhos, deixou o outro gravemente ferido e, em seguida, tirou a própria vida. O caso é investigado como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio por parte do autor. Um dos meninos, de 12 anos, não resistiu aos ferimentos. O mais novo permanece internado em estado gravíssimo.

A ocorrência gerou forte comoção na cidade do Sul goiano e levantou debates sobre violência doméstica, responsabilidade emocional e os impactos devastadores de decisões tomadas em momentos de desequilíbrio.

Publicações nas redes sociais antecederam o crime

Horas antes do crime, Thales Machado publicou uma mensagem nas redes sociais que chamou a atenção após a tragédia. “Dificil começar a escrever…. mais tudo tem um fim…”, escreveu. Em seguida, em um texto posteriormente apagado, mencionou dificuldades no casamento, alegou traição e pediu desculpas à família e amigos.

Na carta, ele tentou justificar o ato como resultado de um momento extremo, descrevendo a decisão como algo impensável até aquele dia. O conteúdo da mensagem, no entanto, não reduz a gravidade do crime nem ameniza a violência praticada.

Ainda na mesma noite, o secretário havia feito outra publicação declarando amor aos filhos. A contradição entre as palavras publicadas e a violência cometida evidencia a dimensão da tragédia e o sofrimento imposto às vítimas e aos familiares.

Investigação e desdobramentos

A Polícia Civil de Goiás instaurou inquérito para apurar todos os detalhes do caso. Até o momento, conforme informado pela corporação, não há indícios de participação de terceiros.

Perícias foram realizadas no local e testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias para esclarecer a dinâmica dos fatos. A prioridade da investigação é reunir elementos técnicos que confirmem a sequência dos acontecimentos e subsidiem o encerramento formal do inquérito.

A administração municipal ainda não divulgou informações sobre substituição no cargo ou detalhes sobre velório e sepultamento.

Comoção na cidade

Com pouco mais de 100 mil habitantes, Itumbiara amanheceu sob forte clima de consternação. O caso repercutiu amplamente nas redes sociais, onde moradores manifestaram incredulidade e pesar diante da violência ocorrida dentro do próprio núcleo familiar.

Amigos, colegas de trabalho e integrantes da comunidade local expressaram solidariedade à família e lamentaram a perda precoce de uma criança. A situação também mobilizou discussões sobre os sinais de sofrimento emocional que, muitas vezes, passam despercebidos até que se transformem em episódios irreversíveis.

Especialistas ouvidos em situações semelhantes destacam que conflitos conjugais e crises pessoais não justificam atos de violência. Ao contrário, evidenciam a necessidade de apoio psicológico e de redes de proteção capazes de oferecer acolhimento e orientação em momentos de instabilidade emocional.

Violência doméstica e responsabilidade emocional

A tragédia reacende o debate sobre violência doméstica e seus múltiplos aspectos. Embora frequentemente associada à agressão contra mulheres, a violência no ambiente familiar pode atingir diferentes integrantes do núcleo doméstico, incluindo crianças.

Decisões tomadas sob forte carga emocional podem ter consequências permanentes e devastadoras. O caso reforça a importância de políticas públicas voltadas à saúde mental, ao atendimento psicológico acessível e à identificação precoce de comportamentos de risco.

Profissionais da área alertam que manifestações públicas de sofrimento, como mensagens de despedida ou declarações ambíguas nas redes sociais, podem sinalizar necessidade urgente de ajuda especializada. A busca por apoio profissional é essencial em momentos de crise.

Impactos irreparáveis

A morte de uma criança e o estado gravíssimo do outro filho deixam marcas profundas na família e na comunidade. O episódio expõe, de forma dolorosa, como a violência doméstica pode se instalar silenciosamente e culminar em desfechos extremos.

Enquanto o inquérito segue em andamento, a cidade tenta lidar com o luto coletivo e com as reflexões que o caso impõe. Mais do que um fato policial, a tragédia se torna um alerta sobre a importância do cuidado com a saúde emocional e do fortalecimento das redes de apoio familiar e social.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás.

Se você ou alguém próximo estiver passando por sofrimento emocional intenso, é fundamental buscar ajuda profissional e apoio especializado.

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