28.3 C
Manaus
terça-feira, 10 fevereiro, 2026
InícioPolíticaSaiba quais cuidados ter para evitar contaminação por metanol  — Brasil de...

Saiba quais cuidados ter para evitar contaminação por metanol  — Brasil de Fato

Date:

[ad_1]

Os vários casos de intoxicação por metanol no Brasil tomaram o noticiário nos últimos dias. Segundo o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (6), em todo o país, são 17 ocorrências confirmadas. Estão em investigação pelo menos outras 200, mas a origem das contaminações ainda é incerta.

A maior parte das notificações está concentrada no estado de São Paulo, onde já são 15 confirmadas, incluindo duas mortes, além de 164 ocorrências em análise. No Paraná, houve dois casos detectados e, nos estados do Acre, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Sul, existem ocorrências em investigação.  

Visando coordenar as medidas de contenção da crise, na quarta-feira (1º), o Ministério da Saúde instalou uma “Sala de Situação”. A medida tem caráter extraordinário e vai permanecer ativa enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de monitoramento e resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.

“Nós estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol no país”, reforçou o ministro da saúde, Alexandre Padilha.

Suspeitas em Minas 

Em Minas, o primeiro caso suspeito foi registrado na cidade de Poços de Caldas, no sul do estado, na segunda-feira (6). Mas, após testes realizados em um laboratório da Unicamp, em Campinas, a suspeita foi descartada. Já em Belo Horizonte, na manhã de quarta-feira (8), foi descartada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) a suspeita de intoxicação de uma paciente de 48 anos, internada no hospital João XXIII. Outro caso que não se comprovou resultado do metanol foi registrado em Santa Maria do Suaçuí, no Vale do Rio Doce. 

Ainda assim, a população segue apreensiva sobre os riscos decorrentes do consumo de bebidas adulteradas, o que tem motivado bares e restaurantes a publicarem notas públicas em suas redes sociais, reforçando práticas de higiene e explicando a procedência de suas bebidas destiladas.

Uma denúncia anônima, na terça-feira (7), levou a Polícia Militar a um galpão em Betim, na região metropolitana de BH, onde foram encontradas várias garrafas de cerveja falsificadas. Pelo menos 130 engradados com rótulo falso foram apreendidos. 

A denúncia envolvia a troca de rótulos de cervejas de pior qualidade por marcas mais reconhecidas e, portanto, não apresentava nenhuma ligação à adulteração de bebidas que poderia ter causado a contaminação por metanol. Ainda que o estado esteja, até onde sabemos, livre do problema, é importante ficar atento para evitar riscos. 

Como evitar riscos 

Da mesma família do etanol presente em bebidas alcoólicas, o metanol é um álcool de aparência, cheiro e gosto muito parecido com o primeiro. Porém, o seu nível de toxicidade  é bem maior e o consumo pode levar a cegueira, problemas neurológicos, renais, hepáticos, e até causar a morte. Comumente usado como solvente, suspeita-se que a contaminação de bebidas com o material seja resultado da higienização de garrafas com o componente.

Embora algumas bebidas, como a cerveja e o vinho, apresentem menos riscos de contaminação em comparação com os destilados (principalmente incolores), especialistas alertam que não há  100% de segurança. 

Nesse sentido, o Ministério da Saúde recomenda que se evite o consumo de qualquer bebida durante a crise. Em caso de consumo, é fundamental se atentar a procedência: verifique o rótulo e o registro no Ministério da Agricultura (Mapa), evite preços muito abaixo do mercado, não compre de vendedores informais e sempre exija nota fiscal.

Sintomas

Segundo o ministério, os sintomas costumam aparecer entre 12 horas e 24 horas depois do consumo da bebida contaminada, mas podem demorar até 90 horas. São sinais de alerta: dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, visão turva repentina ou cegueira, em ambos os olhos.

Embora a rapidez do surgimento dos sintomas possa ser um indicativo da gravidade da intoxicação, é impossível prever quais serão os efeitos. Por isso, é fundamental procurar o pronto-atendimento, se notar os sintomas após a ingestão de álcool. O diagnóstico é feito com exames de sangue e imagem, e o tratamento precisa ser imediato.

Antídoto 

Uma vez ingerido o metanol, o fígado metaliza a substância e ela se transforma em ácido fórmico, extremamente tóxico para o ser humano. O tratamento, feito em um hospital, inclui a administração de um antídoto (o próprio etanol, de grau farmacêutico). Dependendo da gravidade, também pode ser necessária a hemodiálise para filtrar o sangue e remover a substância.

O Ministério da Saúde já distribuiu a nove estados ao menos 1.125 ampolas de etanol farmacêutico, desde o início da situação emergencial. Outras 60 mil ampolas de etanol estão em processo de aquisição. Outra possibilidade de tratamento é a administração de um antídoto chamado fomepizol. Produzido por uma empresa japonesa, já foram adquiridas 2,6 mil unidades do medicamento. A previsão é de que o lote chegue ao Brasil ainda nesta semana e comece a ser distribuído aos estados, conforme as necessidades locais e o registro de casos.

[ad_2]

Fonte: Brasil de Fato

spot_img
spot_img