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Russo Passapusso, Vovó Cici de Oxalá e NegaFyah são algumas das atrações da Flica em Cachoeira (BA) — Brasil de Fato

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Entre os dias 23 e 26 de outubro, o município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, será palco da 13ª edição de um dos eventos literários mais efervescentes do país. Com o tema “Ler é Massa!”, a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) reunirá mais de 60 autores, nacionais e internacionais, além de músicos e leitores, para celebrar a magia da literatura em suas múltiplas expressões.

Com curadoria de composta por Wesley Correia, Emília Nuñez, Deco Lipe e Linnoy Nonato, a festa é organizada em três espaços principais, a Tenda Paraguaçu, a Fliquinha e a Geração Flica, e também conta com shows no Palco dos Ritmos e no Palco Raízes. A programação, voltada para leitores de todas as idades, reúne nomes como o escritor palestino Atef Abu Saif, Ministro da Cultura da Autoridade Nacional Palestina em 2019; a mestra griô e contadora de histórias afro-brasileiras Vovó Cici de Oxalá; o músico e pesquisador Russo Passapusso, vocalista do Baiana System; e a poeta, escritora e performer NegaFyah, idealizadora e produtora do Slam das Minas-BA.

“O público que está em busca de entretenimento ou de reflexões mais consistentes vai encontrar esse espaço na Festa. Quem estiver por lá, terá acesso a um espaço de debate, com uma diversidade imensa de pensamentos e de informações. A literatura está mais viva do que nunca. Embora a gente pense que, com as redes sociais, a literatura tenha se tornado algo obsoleto, os autores estão se reinventando”, avalia Wesley Correia, curador da Tenda Paraguaçu.

Outros nomes de peso presentes nessa edição são Bárbara Carine, autora do best-seller “Como ser um educador antirracista”, vencedor do Prêmio Jabuti 2024; Gregório Duvivier, ator, humorista, escritor e roteirista, co-fundador do canal Porta dos Fundos; Rita Batista, apresentadora, jornalista e comunicadora baiana; e Lirinha, artista pernambucano que transita entre a música, a literatura e as artes cênicas, fundador do grupo musical Cordel do Fogo Encantado. A programação completa está disponível no site do evento.

Programação é dividida em três espaços e conta com dois palcos para atrações musicais – Reprodução

Fliquinha

Pensada especialmente para o público infantojuvenil, a Fliquinha deste ano realça que a criança também é protagonista na Flica e que ler é massa desde a infância. Com uma programação plural e lúdica, que reúne teatro, música, poesia, contação de histórias e encontros com autores de diferentes gerações, inclusive crianças escritoras, o espaço frisa a diversidade de vozes e linguagens. Além disso, valoriza as expressões vivas da cultura baiana e traz temas como infância livre, autoestima, ancestralidade e preservação ambiental, estimulando o senso de pertencimento e coletividade.

Para encantar, provocar e inspirar, a Fliquinha recebe nomes como Roseana Murray, poetisa e autora carioca de contos infantojuvenis; Tino Freitas, especialista em literatura infantil, que promete divertir a plateia com o espetáculo musical literário “Quem quer brincar comigo?”; Ana Fátima e Maurício Akin, mãe e filho escritores; e o espetáculo “Saudades, João”, escrito por Ruan Passos, dramaturgo de São Félix, em homenagem à cultura popular nordestina.

“O intuito é fazer com que a criança perceba que ler é divertido, traz coisas positivas, que ler é massa mesmo. Eu quero que a criança saia de lá com um sorriso no rosto, com um livro debaixo do braço e querendo mergulhar em muitas histórias. O nosso desafio é trazer essa criança, que é de uma geração muito conectada com as telas, para se conectar com os livros”, destaca Emília Nuñez, curadora da Fliquinha.

Geração Flica

Dedicada ao público jovem, a programação da Geração Flica combina mesas literárias que exploram desde romances adolescentes até pautas como identidade, gênero, sexualidade, comunidade LGBTQIAPN+, afrofuturismo, racismo, empoderamento e mundo digital. 

No time que vai agitar a Geração Flica, estão personalidades como a escritora mineira Paula Pimenta, fenômeno da literatura juvenil brasileira; Ezequiel Vitor Tuxá, artista, psicólogo, escritor e pesquisador indígena, nascido na Aldeia Tuxá Kiniopará, em Ibotirama-BA; Mariana Paiva, autora baiana com seis livros publicados, jornalista, professora e doutora em Teoria e História Literária; e Afrofuturas, dupla formada pelas irmãs Pétala e Isa Souza, crescidas na periferia de Guarulhos e criadoras de conteúdo literário há mais de 10 anos.

“Nesta edição, vamos celebrar a literatura de uma forma plural, misturando diversos fazeres de escrita e de olhares tanto para a produção literária quanto para o consumo. Eu quero que as pessoas entendam que temos uma literatura viva, que é muito bom termos esses encontros, com autores falando sobre as suas produções. Nossa convocação é para mostrar essa literatura jovem, que é pop, pulsante e muito massa de ser consumida e prestigiada”, salienta Deco Lipe, curador da Geração Flica.

Paralela à programação literária, a Flica também conta com apresentações musicais de diversos artistas que se conectam ao Recôncavo, como a banda Adão Negro, com participação de Sine Calmon, cantor de reggae, rock e blues, natural de Cachoeira; a banda Autorais, formada por Tonho Matéria, Tênison Del Rey e Jorge Zárath; o Coral Afro da Bahia, com participação do cantor cachoeirano Matheus Aleluia Filho; e o cantor Lazzo, com participação de Márcia Short.

Serviço:

O quê: 13ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica)
Quando: 23 a 26 de outubro
Onde: Cachoeira – BA (locais diversos)
Quanto: Gratuito
Programação completa no site do evento.

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Fonte: Brasil de Fato

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