O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), decidiu manter o salário de deputado estadual durante o período em que estiver à frente do Executivo estadual. A escolha foi oficializada por meio de um ofício enviado à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) no último sábado (11).
Cidade assumiu o comando do governo de forma interina após as renúncias simultâneas do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas), no dia 4 de abril, abrindo espaço para a sucessão temporária no Executivo estadual.
Decisão foi formalizada à Assembleia
No documento encaminhado à Aleam, Roberto Cidade comunicou oficialmente que abre mão da remuneração referente ao cargo de governador interino. Em vez disso, optou por continuar recebendo o salário de deputado estadual, que gira em torno de R$ 34,7 mil.
A medida segue uma prática prevista na legislação, que permite ao ocupante de cargo público optar pela remuneração que considerar mais adequada em casos de acúmulo temporário de funções, especialmente em situações de substituição institucional.
Contexto da sucessão no Amazonas
A posse de Roberto Cidade ocorreu em um cenário atípico na política amazonense. A saída simultânea de Wilson Lima e Tadeu de Souza levou à necessidade de uma transição imediata no comando do estado, conforme determina a linha sucessória.
Na condição de presidente da Aleam, Cidade assumiu interinamente o governo, garantindo a continuidade administrativa até a definição dos próximos passos políticos no estado.
Impacto e repercussão
A decisão de manter o salário de deputado não altera os vencimentos totais do político em relação ao período anterior, mas chama atenção por ocorrer em um momento de alta visibilidade institucional. Em geral, situações como essa costumam gerar debates sobre remuneração no serviço público, embora estejam previstas dentro das normas legais.
Especialistas apontam que a escolha entre salários é um direito assegurado ao agente público, especialmente quando há exercício temporário de outra função, como no caso de substituição do chefe do Executivo.



