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domingo, 31 maio, 2026
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Rioprevidência: operador de esquema com Master promete revelar ‘dono’ à PF

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Por Tempo Real RJ

Acusado de envolvimento no esquema que direcionou verba do Rioprevidência ao Banco Master, o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues disse que um político ainda não citado nas investigações foi o responsável por autorizar o repasse dos recursos ao banco de Daniel Vorcaro.

Em primeira entrevista à imprensa após ser alvo de investigação na última semana, Siqueira prometeu revelar à Polícia Federal a identidade do “dono” do Rioprevidência, citado por ele em áudios interceptados pelos agentes. Em mensagens trocadas com Vorcaro em 2023, ele diz que o órgão estadual tem um comando político necessário para autorizar os investimentos.

“O que eu posso fazer é dar um encaminhamento técnico. [O Rioprevidência] é diferente dos outros lugares, mas esse encaminhamento político tem que ser feito, porque lá tem dono, tá?”, disse Siqueira, na época, à Vorcaro. A conversa aconteceu antes das aplicações bilionárias do fundo estadual no Master.

Rioprevidência

Rioprevidência pode ter tido nomes indicados por Rueda, do União Brasil

Um dos nomes que não foram indiciados pela PF, mas que teriam ligação com indicações no Rioprevidência na época dos investimentos, é o do presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Ele é apontado como possível responsável por sugerir Deivis Marcon Antunes para a presidência do fundo. Deivis está preso desde fevereiro. Rueda nega qualquer interferência.

O presidente do União Brasil, Antonio Rueda
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda

Siqueira diz que não foi lobista e nega valor de comissão identificado pela PF

Siqueira negou a atuação como lobista no esquema e disse que Cláudio Castro (PL), outro alvo da operação da PF, não era o único político com forte influência sobre o esquema. Ele não disse outros nomes além dos já divulgados na ação policial.

No relatório da PF, Rodrigues é citado como um articulador ativo, com uma comissão de 0,6% sobre os valores captados para o Banco Master. Os repasses ocorriam por meio da empresa Mídias Promotora, que era usada, segundo os investigadores, para escoar R$ 41,9 milhões em vantagens indevidas a agentes políticos.

O consultor, que já foi delator na Operação Lava Jato em 2018, contestou os valores da acusação e afirmou ter recebido R$ 16 milhões através da empresa, a pedido do próprio corpo jurídico do banco.

Empresário foi contratado por cunhado de Vorcaro

O empresário afirma ter sido contratado pelo cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também está preso. Siqueira diz ter sido chamado por ele em 2023 devido à sua experiência anterior com a família do banqueiro.

Segundo ele, a captação de recursos de fundos de previdência para o Master tornou-se viável após o Banco Central elevar a classificação da instituição e aprovar um plano de negócios que autorizava a captação de até R$ 17 bilhões junto a regimes próprios de previdência social.

A prestação de serviços de consultoria ao Banco Master chegou ao fim em setembro de 2024. O encerramento ocorreu após o veto da Caixa Asset para a compra de R$ 500 milhões em títulos do banco e o início das negociações com o Banco de Brasília (BRB). Essa última movimentação imobiliária e financeira culminou na descoberta de irregularidades ligadas ao banco.

A ação que teve Siqueira como um dos alvos fez parte de uma nova etapa da “Operação Compliance Zero”, que investiga irregularidades cometidas pelo Banco Master. Somando os valores citados em todas as operações ligadas à instituição financeira, o investimento estimado feito pelo Rioprevidência no Master chega a cerca de R$ 3,7 bilhões.

Com informações do “Metrópoles”.

 





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