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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Represa Billings recebe despejo de esgoto de encanamento da Sabesp na zona sul de SP

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Moradores da região da Pedreira, na Zona Sul de São Paulo, denunciaram, em reportagem do telejornal “SP2”, da TV Globo, que a Sabesp está despejando esgoto na Represa Billings, um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana da capital.

O esgoto está sendo despejado no Córrego Guaicuri, que fica dentro do Parque Sete Campos, administrado pela Prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB). Em imagens exibidas pela TV Globo, é possível ver o despejo de esgoto no córrego, que desagua na Represa Billings.

O cano de esgoto que despeja diariamente toneladas de esgoto no Córrego Guaicuri é possível de ser visto da Estrada do Alvarenga, que fica na região da Pedreira, na Zona Sul da capital paulista. Os moradores da região relataram que é possível sentir o cheiro de esgoto por quem passa pela via.

Segundo os moradores, o cano vem de uma Estação Elevatória de Esgoto (EEE) da Sabesp. As estações, na teoria, funcionam como estruturas que elevam o esgoto de pontos baixos para níveis mais altos, superando o relevo e permitindo seu fluxo por gravidade até a Estação de Tratamento.

De acordo com a denúncia da TV Globo, porém, a Sabesp estaria despejando o esgoto, sem tratamento, no Córrego Guaicuri e, consequentemente, na Represa Billings.

A Estação Elevatória de Esgoto que é citada pelos moradores é a “Alvarenga Mãe”, que fica também na região da Pedreira. Dali, o esgoto da região deveria seguir para a Estação de Tratamente de Esgoto (ETE) de Barueri, na Grande São Paulo, o que não estaria ocorrendo.

O que diz a Sabesp?

Em entrevista à TV Globo, o diretor regional de operação da Sabesp, Cesar Fornazari Ridolpho, afirmou que “em dias de grandes volumes de chuva, pode acontecer esses extravasamento”. “A Sabesp faz um trabalho muito forte preventivo para sempre manter as estações e o sistema de esgoto em melhor operação para garantir que não ocorra isso”, disse.

Sabesp foi privatizada em 2024
Sabesp foi privatizada em 2024

Sabesp foi privatizada em 2024

A Sabesp, maior companhia de saneamento do país, teve a privatização concluída em 23 de julho de 2024, após um longo processo, com pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e acusação de desmonte por parte das representações dos trabalhadores.

O processo de privatização da Sabesp foi iniciado em 2021, logo após a aprovação do Marco do Saneamento, com a mudança no modelo de contratos da empresa com as cidades. A empresa já tinha ações distribuídas na bolsa de valores, porém 50,3% das ações pertenciam ao governo estadual.

Em 2023, a Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou a adesão da cidade ao novo modelo. Como a capital paulista é responsável por cerca de 50% dos negócios da empresa, essa adesão era indispensável para tornar a venda de participação interessante para a iniciativa privada.

A venda foi concluída com a aquisição de 32% das ações da empresa pelo valor de R$ 14,7 bilhões, comemorados pelo governo estadual mas criticados pela oposição. O valor pedido por cada ação foi de R$ 67, enquanto o preço dos papéis no pregão era de R$ 87 cada. Esta semana, a ação está negociada em torno de R$ 110 cada.

A Equatorial Participações e Investimentos adquiriu 15% das ações, tornando-se a empresa investidora de referência, sem enfrentar concorrência. Os demais 17% dos papéis foram vendidos na época pelo mesmo preço da ação (R$ 67), a pessoas físicas, jurídicas e funcionários da companhia.

Participante ativo no processo de audiências públicas que antecedeu a venda, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) avalia que a perda de controle público é um dos fatores decisivos, com menor peso do governo e de suas secretarias em decisões estratégicas. Segundo o sindicato, a empresa demitiu mais de 2 mil funcionários desde a privatização, sendo 1 mil deles no primeiro trimestre deste ano, segundo balancete no site da Sabesp.

*Com Agência Brasil 



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