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terça-feira, 25 agosto, 2026
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Relator da PEC da Segurança no Senado manterá texto da Câmara para acelerar tramitação

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Por Raquel Lopes

(Folhapress) – O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado, senador Rogério Carvalho (PT-SE), disse que apresentará relatório favorável à aprovação do texto, nos termos do substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados, sem alterações.

Segundo o senador, a decisão tem como objetivo agilizar a tramitação da matéria e permitir que a reforma da segurança pública entre em vigor, beneficiando a população brasileira. A data da votação ainda não foi marcada.

O presidente Lula (PT) registrou em seu plano de governo a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública — algo que ele não fez em seus três mandatos até agora.

O mandatário, no entanto, condicionou a nova pasta à aprovação da PEC da Segurança Pública, que está parada no Senado.

A aprovação de uma PEC exige votação em dois turnos em cada Casa após passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial.

Segundo o senador, em seu relatório, nos últimos anos, a sociedade tem visto o domínio territorial e o fortalecimento financeiro e bélico de grupos criminosos.

Diante desse cenário, torna-se urgente a reformulação do sistema de segurança pública nos moldes propostos pelo substitutivo, “que promove a integração das políticas e dos órgãos de segurança pública no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública, com cooperação federativa articulada”, disse.

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Segurança em março. A proposta prevê destinação de recursos de bets e o uso de parcelas do fundo social do pré-sal para o financiamento da área.

O texto determina que 30% da arrecadação das apostas seja destinado ao FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) e ao Fundo Penitenciário Nacional, que serão distribuídos com os estados.

A inclusão da medida não aumenta o valor pago pelas bets em impostos, mas destina 30% do que já é recolhido para o financiamento da segurança pública. O valor será somado ao que a legislação das bets já determina que seja enviado para a segurança pública.

O cálculo será feito após serem descontados o pagamento de prêmios, do imposto de renda e das despesas de manutenção das plataformas.

Também foi incluída a previsão de que valores recuperados, apreendidos ou confiscados da exploração ilegal de apostas componham o fundo. De acordo com consultor que participou da elaboração da lei, a expectativa é de recolhimento de R$ 500 milhões a R$ 1,5 bilhão e meio por meio da medida.

A PEC da Segurança também constitucionalizará o Fundo Nacional e o Fundo Penitenciário Nacional, o que proíbe o bloqueio ou limitação de empenho desses recursos para garantir a continuidade de projetos estruturantes.

O novo texto veda expressamente que os entes federativos peçam a reversão dos saldos dos fundos ao caixa comum no final do exercício fiscal, garantindo que o dinheiro permaneça na segurança pública.

A partir de proposta do Ministério da Fazenda, também foi definido que 10% do superávit financeiro do fundo social do pré-sal (dinheiro que sobra no fundo ao final do ano) será destinado aos fundos de segurança pública da União e dos estados, em repasses não reembolsáveis. A destinação ocorrerá de forma gradual, tendo início com 1/3 em 2027.

Confira alguns pontos da PEC da Segurança

Constitucionalização do Susp

O Susp (Sistema Único de Segurança Pública) passa a integrar o texto constitucional para garantir unidade de ação e coordenação entre União, Estados e Municípios.

Atuação dos órgãos de segurança

Estabelece que os órgãos de segurança pública devem atuar em regime de cooperação federativa.

PRF

Garante à PRF (Polícia Rodoviária Federal) atuação em todos os modais logísticos (rodovias, ferrovias e hidrovias federais). A União pode autorizar ou determinar o apoio da força a estados em casos de calamidade ou requisição.

Polícia Federal

Tem a competência ampliada para investigar milícias e organizações criminosas com repercussão interestadual ou internacional.

Polícias Municipais

Permite que municípios transformem suas guardas civis em polícias municipais de natureza civil, que estarão sujeitas a controle externo do Ministério Público. A categoria também é incluída na Constituição como parte do sistema de segurança pública.

Agentes socioeducativos

São incluídos como parte do sistema de segurança pública, o que integra a categoria ao enfrentamento estruturado da violência e da reincidência criminal.

Fundos para financiamento da segurança pública

Prevê a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional e veda limites à execução orçamentária, ou seja, proíbe cortes ou bloqueios nas despesas, garantindo continuidade aos projetos.

Veda uso dos fundos com outros intuitos

Veda que os entes federativos peçam a reversão dos saldos dos fundos ao caixa comum no final do exercício fiscal, garantindo que o dinheiro permaneça na segurança pública.

Repasse aos estados

A União repassará 50% do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário para os estados, Distrito Federal e municípios.

Financiamento com bets

Determina que 30% da arrecadação das apostas será destinado ao FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) e ao Fundo Penitenciário Nacional, que serão distribuídos entre os estados e municípios.





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