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Por Manuela Borges
Apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União–AL), disse nesta terça-feira (2) que recebeu convite para visitar o réu dos atos golpistas, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão do ministro da STF, Alexandre de Moraes.
De acordo com Gaspar, o convite foi feito por meio do advogado de Bolsonaro, uma semana antes de ser escolhido como relator da CPMI.
No primeiro momento, o deputado teria aceitado visitar Jair Bolsonaro, entretanto, voltou atrás e recusou o convite com o objetivo de preservar a imparcialidade dos trabalhos da CPMI.
“A visita seria feita com muita honra, mas depois que fui escolhido relator, declinei do convite para manter a imparcialidade dos trabalhos, mas me senti honrado”, afirmou o deputado Gaspar.
O deputado federal Alfredo Gaspar (União – AL)
Relator quer começar investigaçao em 2015
Alfredo Gaspar foi nomeado relator após a eleição do senador Carlos Viana (Podemos–MG) como presidente da CPMI do INSS, em 20 de agosto depois de uma reviravolta nas indicações para presidência e relatoria.
O parlamentar, que tem proximidade com o bolsonarismo, quer manter aparência de neutralidade. “Serei duro e implacável com todos aqueles que cometeram crime, independente do governo que participaram. No meu relatório não haverá protegidos nem perseguidos”, reafirmou o relator nesta terça-feira.
Na reuniao da CPMI, o relator apresentou um plano de trabalho dividido em seis eixos, com foco em fraudes desde 2015, abrangendo os governos Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula.
O plano ainda prevê a responsabilização dos envolvidos e projetos de lei para prevenir novos casos. A CPMI tem 180 dias para concluir as investigações e apresentar o relatório final.



