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quinta-feira, 5 março, 2026
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Quebra de sigilo indica R$ 19,5 milhões movimentados por Lulinha em 4 anos

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A quebra de sigilo bancário do empresário Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como Lulinha —, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontou uma movimentação de R$ 19,5 milhões em quatro anos, segundo dados analisados pela CPI do INSS. Os valores se referem a créditos e débitos registrados em uma conta no Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026. Ao todo, foram R$ 9,774 milhões em entradas e R$ 9,758 milhões em saídas no período. A informação foi publicada pelos repórteres Eduardo Gonçalves e Dimitrius Dantas, no jornal O Globo.

O sigilo fiscal e bancário de Lulinha foi quebrado pela comissão após decisão que também contou com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a Polícia Federal analisasse dados financeiros do empresário.

A investigação busca apurar possíveis relações comerciais com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob suspeita de desviar recursos de aposentados e pensionistas. A defesa de Lulinha nega irregularidades e recorreu ao STF para suspender a quebra de sigilo aprovada pela CPI.

Transferências entre pai e filho

Nos registros obtidos pela comissão também aparecem três transferências feitas pelo presidente Lula ao filho, que somam R$ 721,3 mil.

A maior delas, de R$ 384 mil, ocorreu em 22 de julho de 2022, durante o período que antecedeu a campanha presidencial. Outras duas transferências foram realizadas em 27 de dezembro de 2023, já no primeiro ano do terceiro mandato do petista.

A maior parte da movimentação financeira registrada na conta está associada a rendimentos de investimentos e operações entre empresas de Lulinha. Entre elas estão a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia, ambas sediadas em São Paulo e com capital social de R$ 100 mil. Com a LLF, foram movimentados cerca de R$ 2,3 milhões entre créditos e débitos, enquanto as transações com a G4 somaram R$ 772 mil.

Os documentos da CPI também mostram pagamentos feitos por Lulinha a dois ex-sócios da extinta Gamecorp: R$ 750 mil para Kalil Bittar e R$ 704 mil para Jonas Suassuna Filho.

Suassuna foi um dos proprietários do sítio em Atibaia citado nas investigações da Operação Lava Jato que levaram à condenação de Lula em 2019; posteriormente anulada pelo STF.





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