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quarta-feira, 15 julho, 2026
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Quaest: Lula abre 8 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 37%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O presidente abriu oito pontos de vantagem com relação ao senador Flávio.

No levantamento anterior, realizado em junho, Lula registrava 44%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 38%. Em maio, os dois apareciam em empate técnico, com 42% para o presidente e 41% para o senador.

Quaest: Lula abre 8 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno
Quaest: Lula abre 8 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

A pesquisa simulou quatro cenários de segundo turno. Em todos eles, Lula venceria a disputa. A menor vantagem é justamente no confronto com Flávio Bolsonaro, enquanto a maior diferença é registrada diante de Renan Santos (Missão), de 12 pontos percentuais.

O levantamento também mediu a percepção sobre o governo federal. Segundo a Quaest, 48% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 47% a desaprovam. É a primeira vez desde dezembro de 2024 que a aprovação supera numericamente a desaprovação. Em relação à avaliação do governo, 36% consideram a administração positiva, outros 36% a classificam como negativa e 26% a avaliam como regular.

Lula tem saldo de aprovação positivo pela primeira vez desde Dez/24
Lula tem saldo de aprovação positivo. (Foto: Reprodução)

Este é o primeiro levantamento da Quaest realizado após dois episódios recentes da política nacional: a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), no âmbito do caso Master, e a divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) relata desavenças com o senador Flávio Bolsonaro.

Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.

Cenários de segundo turno

Contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula registra 45% das intenções de voto, ante 37% do parlamentar. No levantamento anterior, realizado em junho, os percentuais eram de 44% e 38%, respectivamente. Em maio, o presidente tinha 42% e Flávio Bolsonaro, 41%, configurando empate técnico. Nesse cenário, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas, enquanto 4% se disseram indecisos.

Em um eventual segundo turno contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula também alcança 45% das intenções de voto, contra 36% do adversário. Em junho, os percentuais eram de 45% e 35%, e em maio, de 44% e 35%. Brancos, nulos ou eleitores que não votariam somam 15%, e os indecisos representam 4%.

Lula x Ronaldo Caiado. (Foto: Reprodução)
Lula x Ronaldo Caiado. (Foto: Reprodução)

No confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece novamente com 45%, enquanto Zema registra 35%. Em junho, os índices eram os mesmos; em maio, Lula tinha 44% e Zema, 37%. Nesse cenário, 16% declararam voto branco, nulo ou ausência, e 4% estão indecisos.

Lula x Romeu Zema. (Foto: Reprodução)
Lula x Romeu Zema. (Foto: Reprodução)

Já diante de Renan Santos (Missão), Lula alcança sua maior vantagem: 45% contra 33% do adversário. Em junho, Renan tinha 31%, e em maio, 28%, enquanto Lula manteve os mesmos 45% nas três pesquisas. Brancos, nulos ou abstenção somam 18%, e os indecisos, 4%.

Lula x Renan Santos. (Foto: Reprodução)
Lula x Renan Santos. (Foto: Reprodução)

Primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 28%. Ronaldo Caiado aparece com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Os votos em branco, nulos ou a intenção de não votar somam 11%, enquanto 8% dos entrevistados se declararam indecisos.

Pesquisa estimulada de 1º turno
Pesquisa estimulada de 1º turno. (Foto: Reprodução)

Voto espontâneo

Na intenção de voto espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, 54% afirmaram ainda não saber em quem votar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi citado por 26% dos eleitores, alta de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 14%, queda de três pontos. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi lembrado por 1% dos entrevistados, enquanto os demais nomes somam 5%, avanço de dois pontos percentuais.

Voto espontâneo. (Foto: Reprodução)

Efeito do vídeo de Michelle Bolsonaro

A pesquisa também investigou os impactos dos vídeos divulgados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, nos quais ela expõe desavenças com o senador Flávio Bolsonaro. Entre os eleitores de direita, 35% consideram que Michelle agiu corretamente ao divulgar o conteúdo. Entre os bolsonaristas, esse percentual é de 20%.

A maioria dos eleitores de direita atribui uma motivação legítima à atitude da ex-primeira-dama. Entre esse grupo, 35% avaliam que Michelle divulgou os vídeos para se opor a alianças políticas das quais discorda, enquanto 17% acreditam que ela reagiu a episódios de desrespeito por parte de Flávio Bolsonaro. Entre os bolsonaristas, esses percentuais são de 31% e 15%, respectivamente, o que representa cerca de 47% dos entrevistados desses segmentos.

Impacto do vídeo de Michelle Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
Impacto do vídeo de Michelle Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

O levantamento aponta ainda um possível impacto eleitoral da crise envolvendo Michelle Bolsonaro. Entre os eleitores de direita, 53% afirmam que a participação direta da ex-primeira-dama na campanha de Flávio aumentaria as chances de vitória do senador. Entre os bolsonaristas, esse índice é de 45%.

A intenção de voto em Flávio Bolsonaro entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas caiu de 82% para 74%, indicando perda de apoio nesse segmento.

Impacto do caso Jaques Wagner

A pesquisa também mediu os efeitos da investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT). Para 37% dos entrevistados, o episódio tem um impacto muito negativo sobre a campanha de Lula. Outros 25% avaliam que o efeito é pequeno.

Em relação ao programa Desenrola 2.0, 35% dos entrevistados afirmaram que a iniciativa aumentou significativamente a renda das famílias.

 

 





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