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quarta-feira, 25 fevereiro, 2026
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PT acelera definição em SP, pressiona por Haddad e articula federação com PSOL e Rede

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Por Cleber Lourenço

A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo se reuniu na segunda-feira (23) para tratar da estratégia eleitoral de 2026 no maior colégio eleitoral do país. O encontro reuniu a direção estadual, integrantes da direção nacional, bancada federal, bancada estadual, o presidente nacional do partido, Edinho Silva, e lideranças históricas da legenda.

Em conversa com o ICL Notícias, o vice-presidente nacional do PT, deputado Jilmar Tatto, afirmou que a reunião teve como eixo central a importância estratégica de São Paulo para o projeto nacional do partido em 2026.

“Discutir a questão da importância da eleição de São Paulo, 34 milhões de habitantes e eleitores, é que nós temos que fazer bem bonito, como foi feito na passada”, declarou.

A avaliação interna é que o desempenho do partido no estado será determinante para a disputa presidencial. Tatto relembrou que, entre 2018 e 2022, a diferença de votos no estado caiu significativamente, movimento considerado decisivo para a vitória de Lula na última eleição.

Unanimidade por Haddad, mas com prazo

Segundo Tatto, há consenso interno em torno do nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para disputar o governo paulista.

“É uma unanimidade. Todo mundo acha que o Haddad tem que ser candidato. Isso é opinião do GT nacional, como é opinião do PT de São Paulo. Agora tem que respeitar a decisão dele”, afirmou.

O partido estabeleceu um prazo político para essa definição. “O que se colocou é da urgência da necessidade de resolver o mais rápido possível, de preferência até 15 de março. Portanto, nós temos três semanas para dar tempo. Se não for o Haddad, a gente poder buscar alternativas”, disse.

A pressa tem razão prática: sem definição, o partido avalia que perde tempo na organização da pré-campanha, na mobilização territorial e na construção de alianças.

Lula conduz e Alckmin é variável

Tatto deixou claro que a decisão final passa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A situação do vice-presidente Geraldo Alckmin também entra na equação.

“Realmente o presidente Lula é evidente que vai conduzir o processo. Mas ele tem que ver a situação do Alckmin. Como é que vai ficar? Vai continuar na vice do Lula? A decisão é do presidente”, declarou.

A eventual candidatura de Alckmin ao governo paulista, portanto, não é tratada como definição partidária, mas como decisão a ser tomada na esfera presidencial.

Plano alternativo e mobilização do aparato federal

Caso Haddad opte por não disputar, Tatto admitiu que o partido trabalha com alternativas. Ele mencionou a ministra Simone Tebet como possibilidade e defendeu uma ampla mobilização política no estado.

A estratégia envolveria ministros paulistas, parlamentares, presidentes de estatais e aliados para estruturar uma pré-campanha capaz de enfrentar o governador Tarcísio de Freitas em 2026.

“Vamos pegar este aparato todo. Deputados, ministros, presidentes de empresas. Os aliados e a gente fazer uma varredura no Estado”, afirmou.

Federação como eixo da estratégia

Outro ponto central da reunião foi a construção de uma federação partidária. Tatto confirmou que o PT formalizou convite ao PSOL e à Rede para integrarem uma federação já na disputa de 2026.

“O PT convidou formalmente o PSOL. Tanto ele como a Rede. Foi um convite por parte do PT”, afirmou.

A definição, segundo ele, deve ocorrer ainda na primeira quinzena de março. O dirigente reconheceu que a federação é vista como instrumento para fortalecer o campo progressista e ampliar a capilaridade eleitoral no estado.

Tatto afirmou que a proposta tem apoio dentro do PSOL. “Eu sei que o Boulos defende isso aí. Ele defende isso também. A federação”, disse. Segundo ele, a deputada federal Erika Hilton também é favorável à construção federativa.

O objetivo é consolidar uma frente mais estruturada no estado, inclusive com possibilidade de ampliação futura para outras siglas do campo progressista.

Sobre nomes e candidaturas específicas, Tatto afirmou que a reunião não tratou de filiações nem de definição de postulantes.

“Não tratamos de pessoas. Tratamos da questão de fazer a federação com o PSOL”, declarou.

Ao ser questionado sobre o cenário eleitoral e eventuais mudanças de rota, deixou a porta aberta: “Tudo pode mudar.”





ICL Notícias

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