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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) do Rio de Janeiro manifestou repúdio, na tarde deste domingo (7), à repressão promovida pela Prefeitura e pelo Governo do Estado, sob comando do prefeito Eduardo Paes (PSD) e do governador Cláudio Castro (PL), contra a ocupação ocupação Luíza Mahin, na Avenida Venezuela, no Centro, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), em prédio federal.
A ocupação faz parte da Jornada de Ocupações, com cerca de 2000 famílias, anunciada neste domingo pelo MLB por moradia digna e soberania. As ocupações receberam o nome “Palestina Livre”.
No Centro da capital fluminense, a ocupação foi esvaziada pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal com o uso da força, de bombas de efeito moral e gás de pimenta. A truculência ocorreu sem que os agentes se importassem com a presença de pelo menos 30 crianças na ocupação e vários idosos. Integrantes do MLB informaram ao ICL Notícias que dois militantes do movimento foram feridos e um foi detido.
O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ) e o deputado estadual Professor Josemar (PSOL) foram atacados com spray de pimenta no rosto por um guarda municipal. Nos vídeos postados nas redes sociais é possível ver quando integrantes do movimento gritam para policiais e guardas “Tem criança!”. Isso não fez com que os ataques de bombas fossem interrompidos.
Tarcísio Motta seguiu para a Cidade da Polícia para verificar a situação do militante detido.
Em nota, o PSOL afirma que a ação foi realizada “sem qualquer decisão judicial, evidenciando o caráter autoritário e ilegal da operação”. “É fundamental registrar que o imóvel em questão é da União, não pertencendo ao Estado nem à Prefeitura”, diz.
O texto cita, ainda, um tuíte do prefeito Eduardo Paes que acusa o PSOL de promover a ocupação. “Enquanto difama e criminaliza famílias vulneráveis e movimentos sociais, Paes negocia com construtoras e empreiteiras a serviço da especulação imobiliária, priorizando os interesses do mercado em detrimento da população. Não há na região central da cidade, em especial na portuária, nenhum projeto de habitação popular que não seja fruto de ocupações, o que mostra o caráter elitista das ações da prefeitura”, diz a nota.
“Repudiamos ainda as agressões praticadas pela guarda municipal contra os deputados do PSOL Professor Josemar e Tarcísio Motta, atacados enquanto exerciam seus mandatos e defendiam os direitos das famílias atingidas”, completa.
Ocupação é parte da campanha que denuncia déficit habitacional
O movimento realizou 18 novas ocupações em 15 estados de todas as regiões do país. Sob o lema “Não há independência, nem soberania, sem direito à moradia”, a campanha denuncia as mais de 8 milhões de famílias que hoje vivem no déficit habitacional no país e a insuficiência das políticas de habitação.
“Nosso povo vive com um salário de miséria que não dá para pagar o aluguel e comprar o prato de comida. Nessas condições, falar que o país é independente e soberano é absurdo. Nossa ocupação é por moradia digna, mas também por todos os trabalhadores que vivem nessa sociedade desumana que não liga para nós”, afirmou Priscila Santos, da coordenação estadual do MLB em São Paulo.
Ocupação em São Paulo. (Foto: Divulgação)
Em São Paulo, o movimento anunciou a ocupação de um prédio abandonado há mais de cinco anos no Largo da Pólvora, na região central da capital paulista. No local, segundo as informações do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, o clima é de tensão. A tropa de choque da Polícia Militar do estado foi acionada e tenta fazer uma reintegração de posse.
Leia a nota do PSOL
“A Executiva Estadual do PSOL RJ manifesta seu mais veemente repúdio à repressão promovida pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Governo do Estado, sob comando do prefeito Eduardo Paes e do governador Cláudio Castro, contra a ocupação organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), em prédio federal. Famílias sem-teto, inclusive mulheres e crianças, foram expulsas de maneira violenta, arbitrária e desumana, em flagrante desrespeito à dignidade, aos direitos humanos e à legalidade.
A ação foi executada pela Polícia Militar, em conjunto com a Guarda e a Prefeitura do Rio de Janeiro, sem qualquer decisão judicial, evidenciando o caráter autoritário e ilegal da operação. É fundamental registrar que o imóvel em questão é da União, não pertencendo ao Estado nem à Prefeitura.
O prefeito Eduardo Paes, em tuíte desinformado, acusa falsamente o PSOL de promover a ocupação, revelando sua intenção de atacar setores da esquerda que defendem o povo. Enquanto difama e criminaliza famílias vulneráveis e movimentos sociais, Paes negocia com construtoras e empreiteiras a serviço da especulação imobiliária, priorizando os interesses do mercado em detrimento da população. Não há na região central da cidade, em especial na portuária, nenhum projeto de habitação popular que não seja fruto de ocupações, o que mostra o caráter elitista das ações da prefeitura!
Repudiamos ainda as agressões praticadas pela guarda municipal contra os deputados do PSOL Professor Josemar e Tarcísio Motta, atacados enquanto exerciam seus mandatos e defendiam os direitos das famílias atingidas.
Prestamos nossa irrestrita solidariedade ao deputado federal Tarcísio Motta, ao deputado estadual Professor Josemar, ao MLB, ao companheiro Bayron, militante da Unidade Popular detido arbitrariamente, às militantes e às famílias que sofreram com esta repressão covarde.
Naquele prédio federal ficou exposta a unidade de Eduardo Paes e Cláudio Castro utilizando suas máquinas repressivas a serviço das empreiteiras e da especulação imobiliária, reprimindo covardemente o povo é um movimento social legítimo.
O PSOL faz um chamado ao conjunto das forças populares para que este episódio sirva de alerta para a necessidade de enfrentarmos o projeto elitista e autoritário de Eduardo Paes e Cláudio Castro.
Executiva Estadual do PSOL – RJ”



