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Seis promotores federais de Minnesota renunciaram aos cargos em protesto contra pressões do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para investigar a viúva de Renee Nicole Good, americana de 37 anos, morta por um agente do Serviço de Imigração e Fronteiras (ICE, na sigla em inglês), enquanto o próprio atirador não era investigado. As informações foram divulgadas pelo jornal The New York Times.
As renúncias ocorrem em meio a uma disputa de narrativa entre o governo do presidente Donald Trump e autoridades locais de Minnesota. Enquanto o governo federal sustenta que os agentes do ICE agiram corretamente, o governo estadual defende a abertura de uma investigação independente sobre a conduta policial.
Renee Nicole Good, mãe de três filhos, foi morta na última quarta-feira (9) após ser atingida por três disparos a curta distância efetuados pelo agente Jonathan Ross. Renee havia se mudado recentemente para a cidade onde ocorreu o incidente.

Entre os promotores que pediram demissão está Joseph H. Thompson, de 47 anos, conhecido por liderar investigações de grande repercussão sobre fraudes em Minnesota, que impactaram o cenário político local. Pessoas familiarizadas com sua decisão relataram ao New York Times que um dos fatores determinantes foi a recusa do Departamento de Justiça em permitir a participação de autoridades estaduais na apuração do tiroteio.
Também renunciaram os promotores Harry Jacobs, Melinda Williams e Thomas Calhoun-Lopez. Nenhum deles comentou oficialmente os motivos da decisão. Procurado pelo jornal, o Departamento de Justiça não respondeu aos pedidos de esclarecimento.
Investigação suspensa e foco na vítima
O Departamento de Justiça dos EUA decidiu suspender a investigação sobre a legalidade e a justificativa do uso de força letal pelo agente do ICE. Em contrapartida, passou a apurar se Renee Nicole Good e sua esposa teriam ligação com grupos envolvidos em manifestações contra agentes de imigração.
A postura do departamento segue declarações da secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, que saiu em defesa dos agentes e classificou a ação da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”. Segundo Noem, os agentes teriam sido atacados enquanto tentavam remover um veículo preso na neve.
“Esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico. Estamos trabalhando com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma”, afirmou a secretária.
O governo Trump acusa Renee de tentar atropelar e matar um agente do ICE durante a abordagem. No entanto, autoridades locais e vídeos do incidente contradizem essa versão.
As imagens mostram que a mulher tentou desescalar a situação e, em seguida, deixar o local com seu carro. Outro vídeo registra o momento em que o agente se posiciona à frente do veículo e dispara quando o carro começa a se mover. Há ainda registros que indicam truculência por parte dos agentes durante a abordagem à população.
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