Reviravolta na operação Master muda informação divulgada pela PF
A reviravolta operação Master preso ganhou destaque após novas informações sobre o estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário”. Inicialmente, a Polícia Federal informou que médicos teriam constatado morte cerebral do investigado. No entanto, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou posteriormente que ele continua vivo e internado em estado gravíssimo.
O caso ganhou repercussão nacional porque Mourão foi preso durante a Operação Compliance Zero, investigação que apura irregularidades ligadas ao Banco Master. Segundo os investigadores, o suspeito era chamado de “Sicário” pelos comparsas, termo usado para identificar assassinos de aluguel.
De acordo com atualização divulgada pela Secretaria de Saúde, o investigado permanece internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
A informação contradiz o comunicado inicial divulgado pela Polícia Federal na noite de quarta-feira.

Preso permanece internado em estado gravíssimo
Conforme informações apresentadas no Jornal Nacional, Luiz Phillipi segue hospitalizado sob cuidados intensivos. O quadro clínico é considerado extremamente grave, mas ele não teve morte cerebral confirmada.
O advogado da família, Robson Lucas, afirmou que recebeu atualização da direção do hospital. Segundo a defesa, o estado do paciente é gravíssimo, porém estável dentro do quadro crítico.
Ainda de acordo com os advogados, não há protocolo aberto para investigação de morte encefálica até o momento.
A divergência entre as informações oficiais transformou o episódio em uma reviravolta dentro do caso investigado pela Polícia Federal.
Tentativa de suicídio ocorreu dentro da PF
Segundo a Polícia Federal, Luiz Phillipi Mourão passou mal dentro da Superintendência da corporação em Belo Horizonte, onde estava preso.
Ele aguardava a realização da audiência de custódia quando tentou tirar a própria vida. Após o episódio, agentes prestaram atendimento e o encaminharam ao Hospital João XXIII.
Diante da gravidade da situação, a corporação informou que abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido enquanto o preso estava sob custódia.
A investigação busca esclarecer como o episódio ocorreu dentro da unidade policial.
Polícia Federal afirma que câmeras registraram toda a movimentação
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que todas as movimentações envolvendo o preso foram registradas pelas câmeras de segurança da unidade.
Segundo ele, não existem pontos cegos nas gravações, o que permitiria reconstruir toda a dinâmica do ocorrido.
A corporação também informou que comunicou o episódio ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator de processos relacionados ao chamado caso Master.
Os registros em vídeo devem ser entregues para análise das autoridades responsáveis pelo caso.
Defesa diz que preso estava bem horas antes do incidente
Em nota divulgada anteriormente, os advogados de Luiz Phillipi afirmaram que estiveram com o cliente no mesmo dia do ocorrido.
Segundo a defesa, o investigado estava em plena integridade física e mental até aproximadamente 14h, poucas horas antes do episódio registrado dentro da Polícia Federal.
Os advogados também afirmaram que souberam do incidente apenas após a divulgação da nota oficial da PF.
A defesa acompanha a evolução do quadro clínico enquanto o investigado permanece internado sob cuidados intensivos.
O caso segue sob investigação e novas informações devem surgir com o avanço das apurações.



