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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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Presidente da Alerj é preso por suspeita de vazamento de informações na prisão de TH Joias

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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (3), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), na Operação Unha e Carne. Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que prendeu o então deputado TH Joias.

Os agentes da PF saíram para cumprir 1 mandado de prisão preventiva e 8 mandados de busca e apreensão, além de 1 mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Eles estão no oitavo andar da Assembleia, no Largo da Carioca, onde fica o gabinete de Bacellar, e também no apartamento dele, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. A informação é do jornalista Marco Antônio Martins, do G1.

Segundo a PF, a “atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”, no âmbito do julgamento da ADPF das Favelas.

TH Joias, acusado de tráfico internacional de drogas, entre outros crimes, está sendo transferido do Complexo de Gericinó para a sede da PF. A expectativa é que seja realizada uma acareação.

Na ação, o STF determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

A defesa de Rodrigo Bacellar e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ainda não se manifestaram sobre o caso.

Presidente da Alerj é preso por suspeita de vazamento de operação que prendeu TH Joias
Rodrigo Bacellar e TH Joias

Prisão de TH Joias, ex-deputado da Alerj

Em setembro, o ex-deputado TH Joias (ex-MDB) foi preso, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, durante o cumprimento de mandados da operação conjunta da Polícia Federal (PF), do Ministério Público do Rio (MPRJ) e da Polícia Civil.

TH Joias é acusado de tráfico internacional de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e fornecimento de armas para a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Segundo as investigações, TH Joias utilizava o mandato para favorecer o crime organizado, intermediando a compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão. Empresas ligadas ao deputado também teriam sido usadas para lavagem de dinheiro e transferência de líderes da facção para presídios federais.

Em novembro, a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e outras 17 pessoas por envolvimento com facções criminosas do Rio. A conclusão das investigações da Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE) da PF foi encaminhada ao desembargador Macário Ramos Júdice Neto, da 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

Entre os indiciados estão criminosos do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP), além de policiais militares, um delegado federal e Alessandro Pitombeira Carracena, que ocupou cargos de secretário na prefeitura do Rio e no governo estadual.

Quem é Rodrigo Bacellar

Bacellar foi eleito deputado estadual em 2018, pelo Solidariedade, com 26.135 votos. Em 2022, foi reeleito pelo PL, com 97.822 votos .Depois de passar pela Secretaria estadual de Governo, em 2023, foi chegou à presidência da Assembleia Legislativa. Em 2025, foi reeleito presidente da Alerj por unanimidade — um feito inédito.

No início do ano, o governador Cláudio Castro (PL) chegou a lançar a pré-candidatura de Bacellar ao governo do estado. Os dois eram aliados de primeira hora e, juntos, estabeleceram uma estratégia para pavimentar o caminho do presidente da Assembleia ao Palácio Guanabara.

Convenceram o então vice-governador, Thiago Pampolha, a renunciar para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Com isso, Bacellar passou a ser o primeiro na linha sucessória do governo do estado.

Mas, em julho, numa viagem de Castro, como governador em exercício, sem o conhecimento e sem a autorização do titular, o presidente da Assembleia aproveitou para exonerar o secretário de Transportes, Washington Reis (MDB), um desafeto. Os dois romperam.

*Com informações de Tempo Real RJ

 

 



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