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Presidente cubano responde às novas sanções dos EUA e ameaças de ataque de Trump

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Por Brasil de Fato

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou, na quinta-feira (4), as últimas ameaças da administração Trump contra a ilha, bem como a ampliação das sanções econômicas contra autoridades cubanas e suas famílias.

“Essa cegueira política soma-se às medidas coercitivas aplicadas nas últimas semanas contra o nosso país, destinadas a prejudicar o povo cubano”, declarou Díaz-Canel.

Nesse sentido, Havana reafirmou sua determinação em resistir à ofensiva e enfrentar os cenários mais complexos, mantendo a posição da defesa de sua soberania contra a extrema pressão dos Estados Unidos.

“A agressão e a perversão do governo dos EUA irão colidir com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, disse o presidente cubano.

Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou, em suas redes sociais, as novas sanções dos EUA contra o presidente Díaz-Canel, instituições e organizações da sociedade civil.

Rodríguez afirmou: “A vil inclusão do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, membros de sua família, bem como instituições cubanas, organizações da sociedade civil e empresas em uma lista ilegítima e unilateral do governo dos EUA é o exemplo mais recente do plano intervencionista dos EUA para retratar Cuba como uma ameaça à segurança nacional estadunidense”.

“Toda ação dos EUA com o objetivo de criar um cenário de conflito entre os dois países está fadada ao fracasso; toda ameaça à independência e soberania de Cuba será enfrentada com maior união e determinação por parte do nosso povo”, enfatizou o chefe da diplomacia cubana.

16.09.2023 – O presidente Lula, durante encontro com o Presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez – Palácio da Revolução – Havana – Cuba (Fotos: Ricardo Stuckert / PR)

Justificativa para o embargo

Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o presidente de Cuba, bem como contra parentes do general do Exército Raúl Castro. O Departamento do Tesouro dos EUA também sancionou a esposa do presidente Díaz-Canel, Lis Cuesta Peraza.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) também adicionou as Forças Armadas Revolucionárias, os Comitês de Defesa da Revolução e o Instituto Cubano de Amizade com os Povos à lista de sancionados, junto com Raúl Alejandro Castro Cáliz, neto do general do Exército Raúl Castro.

As autoridades cubanas denunciaram essas ações como parte de uma narrativa de Washington para justificar o embargo. Além disso, os EUA apresentaram acusações contra o líder da Revolução Cubana pelas supostas mortes de quatro pilotos do grupo Irmãos ao Resgate, que Havana denuncia como uma organização terrorista estadunidense.

Paralelamente às sanções, Trump disse que os EUA vão lidar com Cuba após a guerra contra o Irã. “Vamos cuidar disso (Cuba) assim que terminarmos (com o Irã). Eu gosto de fazer uma coisa de cada vez”, disse.

“Cuidaremos da República Islâmica do Irã. E assim que terminarmos, em nosso caminho de volta, faremos uma breve parada (em Cuba). Cuidaremos disso. Queremos dar-lhes uma mão.”

 





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