A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a 6ª fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
Segundo a PF, a ação criminosa, que teria participação de agentes públicos, teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Entre os alvos de buscas estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), e Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Outros agentes da instituição também são investigados.

Na fase anterior, a Operação Unha e Carne prendeu o pastor Márcio Poncio e cumpriu mandados contra o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilsinho, que já estavam presos. Um dos alvos de busca e apreensão da quinta fase foi Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.
Nesta terça, agentes da PF cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana; em Resende, no Sul Fluminense; e na capital carioca. Também foram determinados sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.
A ação desta terça-feira está no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.
Operação Unha e Carne
A ação desta terça é uma nova fase da operação Unha e Carne, que já investigou suspeitas de vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado o Comando Vermelho.
Na última quinta-feira (2), a PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro em uma operação que teve como principais alvos o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio.
Bacellar e Adilsinho já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados, e Poncio foi preso. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Um dos alvos de busca e apreensão foi Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.
A quinta fase da operação teve teve origem na análise de planilhas apreendidas em poder de Adilsinho. As anotações também indicariam possíveis repasses diretos de dinheiro a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro, hipótese que passou a ser uma das principais linhas de investigação.
Deflagrada em dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne investigava inicialmente o vazamento de informações sigilosas sobre ações contra o Comando Vermelho. Ao longo das fases seguintes, as apurações alcançaram o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e, posteriormente, passaram a investigar possíveis conexões entre organizações criminosas, agentes públicos e fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação.



