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quarta-feira, 20 maio, 2026
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Polícia investiga ameaças a estudantes da UFMT

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Por Alana Morzelli e Malu Araujo

(Folhapress) – Estudantes do primeiro semestre de engenharia civil da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) estão em aulas remotas desde 14 de maio, por tempo indeterminado, após a denúncia contra alunos que classificavam colegas como “estupráveis” e ameaças contra quem revelou o caso.

Em sua primeira manifestação, a universidade afirmou que suspenderia as aulas teóricas como medida cautelar, apenas até o dia 18 de maio. Segundo a reitora, Marluce de Souza e Silva, a suspensão das aulas presenciais foi estendida por relatos de insegurança dos alunos.

“Como não conseguimos traduzir nossas ações em sentimento de segurança para as nossas estudantes, nós entendemos que nesse momento é melhor manter as aulas remotas”, explica Souza.

A intimidação aconteceu após a denúncia de que dois estudantes, um de direito e outro de engenharia civil, trocavam mensagens em que mencionavam, de forma explícita, a intenção de abusar sexualmente de colegas. O episódio veio à tona depois que o celular de um dos envolvidos foi tomado e as conversas vazaram para outros alunos.

À Folha de S.Paulo a reitora afirmou que o estudante de direito teria confessado a prática, enquanto o de engenharia não se apresentou no prazo estipulado pela universidade.

Após o pedido de pronunciamento, o pai do aluno teria entrado no departamento de engenharia e ameaçado os alunos do centro acadêmico, afirmando que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”.

O responsável foi identificado como policial federal da ativa e, de acordo com a dirigente, a universidade enviou uma denúncia à Corregedoria, órgão de controle interno e disciplina responsável por investigar e apurar a conduta de agentes públicos.

As câmeras de segurança do campus registraram as ameaças na última quarta-feira (13). O pai do estudante citado registrou um boletim de ocorrência afirmando que o filho estava sendo ameaçado por outros estudantes. Por esse motivo, afirma, foi ao campus da UFMT.

A Polícia Civil é responsável pelo caso e investiga desde a última segunda-feira (11) as ameaças contra as discentes. Conforme o órgão, a apuração está em fase de oitiva formal de vítimas, testemunhas, peritos e especialistas. Mais informações serão repassadas quando a investigação for concluída.





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