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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Polícia fecha central de golpes na Faria Lima que tinha idosos como principais alvos

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A Polícia Civil de São Paulo desmantelou uma central de golpes financeiros que operava dentro de um prédio localizado na avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das regiões mais valorizadas e simbólicas do mercado financeiro brasileiro. O esquema tinha como foco principal pessoas idosas, que eram induzidas a pagar valores indevidos após receberem ameaças de bloqueio de aposentadorias, protestos em cartório e até penhora de bens.

Segundo as investigações, quatro mulheres apontadas como líderes da organização criminosa foram presas. Elas são suspeitas de comandar um esquema que prometia “limpar o nome” de pessoas endividadas mediante pagamento. Na prática, o serviço jamais era realizado. Outras dez pessoas também foram detidas por envolvimento na fraude.

A ação policial foi batizada de Operação Título Sombrio e cumpriu mandados de prisão por associação criminosa expedidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), o grupo utilizava uma empresa formal de cobrança como fachada para esconder as atividades ilegais. Enquanto uma equipe cuidava de cobranças legítimas, outra era dedicada exclusivamente à aplicação dos golpes.

O golpe começava com o disparo em massa de mensagens de celular que simulavam ordens judiciais, bloqueios de CPF ou cobranças urgentes. As vítimas que respondiam eram encaminhadas para atendimento telefônico. Do outro lado da linha, operadores se passavam por representantes de setores jurídicos, de cobrança ou até do Judiciário, fazendo ameaças para pressionar o pagamento imediato das supostas dívidas.

Durante a operação, a polícia encontrou no local uma estrutura robusta, incluindo um pequeno data center, o que indica que o grupo mantinha servidores próprios para sustentar a fraude em larga escala.

As quatro mulheres, com idades entre 27 e 39 anos, atuavam como gerente comercial e supervisoras da central, conforme a polícia. Elas foram presas, pagaram fiança e responderão ao processo em liberdade. Os demais suspeitos foram levados à delegacia. O caso foi registrado como associação criminosa na 4ª Delegacia da DCCiber.

As investigações também apontaram que os envolvidos criaram uma rede de empresas formalmente distintas, mas que compartilhavam os mesmos sócios, endereços e dados operacionais e contábeis. Além do endereço na capital, os policiais cumpriram mandados em outro ponto ligado ao grupo, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

A polícia reforça o alerta sobre ofertas de “limpar o nome”, golpe recorrente nas redes sociais e em aplicativos de mensagens como o WhatsApp. Serasa e SPC destacam que não fazem esse tipo de abordagem ativa. Qualquer negociação de dívidas deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais dessas instituições, como telefone, aplicativo ou site.



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