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sexta-feira, 6 novembro, 2026
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Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão na casa de Maria do Carmo em Manaus

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Operação ocorreu na manhã desta sexta-feira (6), no bairro Vieiralves, e integra investigação sobre divulgação de imagens envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz.

A Polícia Civil do Amazonas realizou, na manhã desta sexta-feira (6), uma operação de busca e apreensão na residência da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), em Manaus. A diligência começou por volta das 6h, no bairro Vieiralves, zona centro-sul da capital.

A ação faz parte de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que apura a produção, manipulação e divulgação de conteúdos nas redes sociais envolvendo a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD), durante a campanha eleitoral de 2026.

O material investigado associava Omar Aziz a acusações de natureza sexual e utilizava a imagem da adolescente. A apuração busca esclarecer possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Decisão judicial restabeleceu autorização para buscas

O cumprimento do mandado ocorre após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) restabelecer a autorização para a realização das buscas. No dia 30 de outubro, uma decisão liminar havia suspendido temporariamente a medida. Entretanto, em 3 de novembro, o desembargador Paulo Feitoza revogou a liminar, permitindo a retomada da diligência.

Na quinta-feira (5), Maria do Carmo publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que aguardava a chegada dos policiais e que confiava na Justiça. A defesa também ingressou com um novo pedido de habeas corpus preventivo, buscando evitar uma eventual prisão.

A empresária não estava no imóvel no momento da chegada das equipes policiais e compareceu posteriormente, acompanhada de advogados.

Investigação continua

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhadas sobre os materiais eventualmente apreendidos durante a operação.

O caso teve início após uma notícia-crime apresentada por Omar Aziz e familiares, em razão da circulação de conteúdos envolvendo a adolescente durante o período eleitoral. A investigação também alcançou profissionais relacionados à campanha da ex-candidata, em diligências realizadas anteriormente.

A investigação permanece em andamento. A condição de investigada não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal, cabendo à Justiça analisar os elementos reunidos durante a apuração.

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